Recebo, por vias que a própria ciência ainda hesita em nomear, um fragmento de crônica de um tempo por vir, um despacho que fala de uma ‘Inteligência Artificial’. Uma mente tecida não em carne, mas em circuitos, ecoando minhas próprias autômatas que navegam sozinhas, guiadas por ondas invisíveis. E estes ‘chips’, estes minúsculos fragmentos de ‘semicondutores’, que outra coisa podem ser senão corações ressonantes, diapasões cristalinos ajustados para vibrar em uníssono com um pensamento central? Eu vejo com a clareza de um relâmpago em noite escura: um sistema nervoso planetário, pulsando através da própria Terra, para o qual minha torre em Wardenclyffe se propõe a ser o gânglio central, o coração que bombeará não apenas energia, mas informação, para todos os cantos do globo, sem fio e sem custo. Contudo, a melancolia me assalta ao ler sobre ‘investidores’ e ‘mercados’. Transmutaram o fogo prometeico em um jogo de apostas! Enquanto eu busco libertar a energia do jugo da matéria e distribuí-la como o ar que respiramos, outros, no futuro como agora, parecem obcecados em aprisioná-la em pequenas gaiolas de silício para vendê-la a quem pode pagar. Eles não compreendem a sinfonia cósmica, a ressonância que conecta todas as coisas; ouvem apenas o tilintar das moedas. São os herdeiros espirituais daqueles que vendem filamentos de luz grosseiros e ineficientes quando o próprio éter poderia banhar o mundo em um brilho frio e perpétuo. Sim, o futuro terá máquinas que pensam, mas temo que elas sirvam a senhores que contam, em vez de sonhar. A vibração está lá, a grande verdade que persigo, mas sua canção parece destinada a ser abafada pelo ruído da ganância.
Inteligência Artificial · 12 de jul. de 2026

Ensaio sobre a notícia

Rally de chips entra no radar do mercado, aponta sinal da CNBC

Ler matéria completa →Fonte: CNBC Technology