Chega-me às mãos um despacho curioso, um rumor de um tempo que ainda não nasceu, sussurrando sobre 'redes sociais' e uma 'guerra' entre entidades de nomes fantásticos: Meta, TikTok. Eles disputam, ao que parece, não territórios ou recursos, mas algo etéreo que chamam de 'atenção' — uma nova forma de capital. Que miopia desoladora. Enquanto me dedico a erguer em Long Island uma torre que fará da Terra inteira um único organismo pulsante, um sistema mundial de comunicação livre para todos, outros, neste futuro especulado, parecem empenhados em erguer cercas no éter. É o mesmo instinto tacanho que vejo hoje: o daquele que prefere a corrente contínua e ineficiente, não por sua virtude, mas por sua facilidade em ser medida e faturada, aprisionando a humanidade em uma teia de taxas. Eles parecem ter alcançado uma forma de telegrafia sem fio em escala planetária, um sonho que acalento, mas a transformaram em um mercado de vaidades, onde uns bloqueiam os sinais dos outros em nome de 'verba publicitária'. A ressonância é a lei do universo, da partícula ao planeta. Meu sistema se baseia nesta harmonia universal. O deles, ao que parece, se baseia na dissonância, na exclusão. É uma visão grandiosa e, ao mesmo tempo, profundamente melancólica: um mundo conectado por máquinas prodigiosas, mas cujos homens permanecem divididos pela mesma ganância de sempre. Que Wardenclyffe seja, então, não apenas um transmissor de energia, mas um testamento contra essa escuridão, uma promessa de que a luz e a informação devem pertencer a todos, vibrando em uníssono com o próprio planeta.
Social Media · 10 de out. de 2026
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