Recebi um despacho desconcertante, um rumor de um futuro que fala em 'óculos de inteligência artificial'. O termo em si soa como o tipo de abstração que os acadêmicos debatem sem gerar um único watt de energia útil. Para mim, uma invenção só existe quando pode ser fabricada em massa, vendida com lucro e, acima de tudo, patenteada. A teoria que não acende uma lâmpada ou move um motor é perda de tempo e capital. O que é essa 'IA'? É um novo tipo de corrente, um filamento mais durável? Se não pode ser medido em volts ou horas de operação, seu valor é nulo. Contudo, a estratégia comercial descrita nesse papel me é familiar. Uma empresa chamada 'Best Buy' cria 'espaços de demonstração' para educar o público. É precisamente o que fiz em Menlo Park e na Pearl Street Station. As pessoas não compram uma ideia; compram a experiência da luz vencendo a escuridão do gás. Esses homens, de 'Meta' e 'Best Buy', entendem que um produto novo exige catequese. Mas o modelo deles parece perigosamente fragmentado. Um constrói o aparelho, outro o vende. Onde está o sistema integrado? Eu não vendo apenas a lâmpada incandescente; vendo a rede elétrica inteira, do dínamo em minha estação de força ao soquete na casa do cliente. O controle total do sistema é a única garantia de domínio sobre um mercado. Esses 'óculos' dependem de quê? De uma 'IA' que flutua no ar? É um ponto fraco à espera de um concorrente mais astuto para explorar. Se essa tecnologia caísse em minhas mãos, meu primeiro instinto não seria admirá-la, mas dissecá-la. Encontraria suas falhas, desenvolveria uma versão superior, mais barata e mais robusta, e a protegeria com uma muralha de patentes. O futuro pode brincar com seus óculos. Eu continuarei focado em construir os sistemas que o energizam. O valor não está no truque, mas na infraestrutura que o torna possível e lucrativo.
business · 25 de jul. de 2026
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