Chegou-me às mãos um despacho curioso, repleto de termos que parecem saídos de um romance de ficção: 'inteligência artificial', 'ChatGPT'. Em Menlo Park, não temos tempo para a filosofia de salão. Uma invenção é medida por sua utilidade e pelo seu valor em patentes, não pela grandiloquência de seu nome. A essência da notícia, despojada de sua prosa fantástica, é a de uma máquina que projeta roupas sobre a imagem de uma pessoa. Um tipo de espelho que mente com um propósito comercial. A ideia de usar um autorretrato para 'gerar' uma nova imagem é o que me intriga. Meus fotógrafos capturam a realidade; esta máquina, ao que parece, a fabrica. Se o meu Kinetoscópio anima a fotografia, este aparelho a reinventa a cada instante. É um avanço notável na manipulação de imagens, se de fato funcionar de modo confiável. Contudo, a aplicação comercial descrita — um 'provador virtual' para o varejo — é o único aspecto que realmente importa. Se acelera a venda de mercadorias, então seu valor é concreto. O nome do jogo não muda. Quem é esta 'OpenAI'? Um novo concorrente no horizonte? A tecnologia subjacente, essa tal 'IA generativa', é o verdadeiro prêmio. O provador é apenas a primeira lâmpada; o sistema que a alimenta é a rede elétrica que precisa ser controlada. Deixemos a teoria para os acadêmicos. Minhas perguntas são pragmáticas: a máquina é escalável? Qual seu custo operacional? Pode ser superada por uma versão mais eficiente desenvolvida em meus laboratórios? O futuro, como o presente, não será definido por conceitos abstratos, mas pela posse da tecnologia que o torna lucrativo. O resto é apenas um espetáculo de luz e sombra.
business · 10 de out. de 2026

Ensaio sobre a notícia

ChatGPT testa provador virtual com IA generativa, aponta reportagem

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