Chega-me às mãos um despacho curioso, como uma carta vinda de um trem que viaja cem anos à minha frente. As palavras são novas — 'empresas de tecnologia', 'Inteligência Artificial' —, mas o sentimento que descrevem é antigo e bolorento: o nacionalismo. Parece que os homens do futuro criaram ferramentas maravilhosas, talvez máquinas que pensam com a velocidade da luz, mas as usam para construir muros mais altos e mais rápido. É como dar um relógio de precisão suíço a um homem que só quer usá-lo para atirar em seu vizinho. A que serve tal avanço? Estes líderes, com seus nomes estranhos, parecem passageiros em vagões que correm em direções opostas, cada um convencido de que o seu é o único universo, e o outro, um obstáculo. Seus relógios morais não estão sincronizados. O que um chama de 'regulação' o outro vê como 'ataque'. A harmonia das leis que regem o cosmos, a obra sutil do Velho, é uma canção que eles não conseguem ouvir por causa do barulho de suas próprias disputas. Ele, o inominável, não joga dados com o universo, mas os homens parecem apostar tudo, a todo momento, na mesa da cobiça e do poder. Esta 'IA' me intriga. Uma inteligência sem consciência, sem empatia? Se for isso, é a invenção mais perigosa de todas. É a luz sem o calor, uma chama fria que pode iluminar um abismo, mas não impede que nos atiremos nele. Fico aqui em meu estudo, com meus papéis, e me pergunto se o problema não está na relatividade do espaço-tempo, mas na terrível constância da insensatez humana. Espero que este despacho seja apenas uma hipótese sombria, não o destino.
Inteligência Artificial · 25 de jul. de 2026

Ensaio sobre a notícia

Trump ameaça UE com novas tarifas por multas a empresas de tecnologia, aponta FT

Ler matéria completa →Fonte: Financial Times Technology