Chegou-me às mãos um despacho curioso, um rumor de um futuro distante sobre uma empresa de escala inimaginável, um tal de 'Walmart', e uma força chamada 'inteligência artificial'. A descrição é vaga, soa como as fantasias de um beletrista, não o trabalho de um engenheiro. Falam de uma 'IA' que avança, mas que não torna o homem obsoleto. Pelo contrário, pagam-se fortunas a motoristas e gerentes. Isso me soa familiar. Em Menlo Park, não perdemos tempo com teorias etéreas. Medimos o progresso em horas de laboratório, em metros de fio de cobre, na durabilidade de um filamento de bambu carbonizado. Uma ideia só tem valor quando se materializa num produto vendável, protegido por uma patente. Essa 'inteligência artificial', seja lá o que for — um motor analítico de Babbage glorificado? —, parece seguir a mesma lei. Sozinha, é uma curiosidade de salão. Aplicada a uma rede de distribuição, como a que esse 'Walmart' parece operar, torna-se uma ferramenta de poder comercial. A questão fundamental não é se uma máquina pode 'pensar'. A questão é: ela pode competir? Pode gerar lucros? Pode iluminar uma cidade ou mover um trem? O despacho sugere que não, não por si só. Precisa de engenheiros para construí-la e de homens práticos para operar o sistema ao seu redor. Isso confirma minha velha máxima sobre a transpiração. A tecnologia, por mais avançada, é um multiplicador da força humana, não seu substituto. Se essa 'IA' for o próximo grande campo de batalha, meu método será o mesmo: experimentar incansavelmente, patentear cada aplicação útil e construir um sistema tão robusto que meus concorrentes, como a Westinghouse com sua corrente alternada, sejam forçados a capitular ou a licenciar minha tecnologia.
Negócios · 16 de jul. de 2026

Ensaio sobre a notícia

No Walmart, a IA avança — e o fator humano vale seis dígitos

Ler matéria completa →Fonte: Business Insider