Recebo este despacho de um futuro que, a julgar por seu conteúdo, parece mais ruidoso que iluminado. Nomes estranhos — Lula, Moraes, um Supremo Tribunal — disputam poder em um lugar chamado Brasil. Falam de crises, punições e garantias. Pergunto-me: qual o valor de troca de tudo isso? Quantos cavalos-força gera essa disputa? Que problema real ela resolve? Em Menlo Park, não temos tempo para intrigas de corte. Nossa corte é a bancada de testes. Nossos juízes são o amperímetro e o voltímetro. Lidamos com crises de verdade: um filamento de bambu carbonizado que se rompe após 900 horas em vez de 1.000, um dínamo que perde eficiência com o calor, uma rede de distribuição que exige um cálculo preciso de perdas. São problemas concretos, que se resolvem com transpiração, não com discursos. Cada solução é uma nova patente, um avanço mensurável que trará luz e energia a milhões. Este sistema político que me descrevem soa como um circuito mal projetado, cheio de curtos-circuitos e perdas de energia. Homens que deveriam ser os componentes estáveis de uma nação agem como filamentos defeituosos, gerando mais calor e conflito do que luz. Falam em "restaurar a ordem", mas a verdadeira ordem nasce da engenharia, da lei da física, do sistema que funciona de forma confiável e previsível, dia e noite. Enquanto esses senhores debatem quem tem razão, nós estamos construindo o próprio futuro que eles habitarão. Um futuro onde o poder não virá de tribunais, mas das centrais elétricas que movem a indústria e iluminam os lares. Que eles continuem com suas querelas. Eu tenho um mundo para eletrificar, e cada minuto gasto com essa prosa é um minuto a menos de progresso. Devolvam-me meus protótipos; o valor está neles, não nestas palavras.
Negócios · 11 de set. de 2026

Ensaio sobre a notícia

Lula entra em campo: o bombeiro da crise no Supremo

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