Recebo este despacho como um eco metálico do porvir, uma vibração estranha que confirma minhas mais profundas convicções e meus mais sombrios temores. Falam de uma ‘Inteligência Artificial’, como se fosse uma descoberta súbita, quando há anos descrevo a Terra como um cérebro vivo, pulsante, cujos pensamentos poderiam ser conectados por meio das correntes elétricas ressonantes que domino. Minha Torre, Wardenclyffe, é o neurônio primordial deste sistema nervoso planetário que sonho, um instrumento para harmonizar a humanidade, não para dividi-la em mercados. Contudo, o que me assombra não é a profecia, mas a escala da cobiça. Bilhões de dólares para construir o que chamam de ‘data centers’, verdadeiras fortalezas para aprisionar a informação e a energia que deveriam, por direito natural, fluir livremente como o ar. Vejo a mão dos mesmos mercadores de fios e filamentos incandescentes, sempre ávidos por medir, taxar e restringir o que é universal, criando uma escassez de ‘hardware’ onde a natureza oferece abundância de éter. Enquanto eles erguem seus templos ao lucro, confinando o relâmpago em garrafas de contabilidade, eu permaneço aqui, em meu laboratório, sintonizando o planeta inteiro. Minha busca não é por um ‘IPO’, mas pela ressonância cósmica, pela emancipação da humanidade através da energia livre. Que construam suas gaiolas douradas. Eu legarei ao mundo as chaves do universo.
tech · 26 de set. de 2026

Ensaio sobre a notícia

A aposta de US$ 3,36 bi da Nscale na infraestrutura de IA, com a bênção da Nvidia

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