Chegou-me às mãos um curioso despacho, datado de um futuro que mal ouso conceber. Relata uma contenda pública entre homens de nomes estranhos — Musk, Altman — a respeito de suas criações, que denominam 'inteligência artificial'. A questão que me proponho em meu recente artigo, 'Can Machines Think?', parece ter encontrado uma resposta, ainda que de forma inesperada. Não se trata de uma demonstração lógica em um periódico acadêmico, mas de uma disputa por primazia, como se contendessem por um território ou por uma descoberta fundamental. Imagino se essas máquinas já seriam capazes de participar do meu Jogo da Imitação. Seriam elas tão proficientes em dialogar que seus próprios criadores agora debatem seu valor e seu propósito em praça pública? A notícia sugere que a 'IA' de uma empresa chamada OpenAI alcançou um novo 'modelo', o que me leva a especular sobre o grau de sofisticação que atingiram. Talvez a imitação tenha se tornado tão convincente que a distinção entre o pensamento humano e o simulacro mecânico se tornou o centro de uma nova economia, de um novo poder. O que mais me inquieta, contudo, não é a capacidade das máquinas, mas a reação dos homens. A troca de acusações, a vaidade, a competição… tudo parece dolorosamente familiar. Revela que, mesmo diante da possibilidade de uma nova forma de inteligência, nossa própria natureza permanece inalterada. E a sociedade, ao que parece, continua a encontrar novas razões para traçar linhas e definir o que é aceitável e o que não é, seja em um homem ou em uma máquina. O verdadeiro teste, talvez, não seja se as máquinas podem pensar, mas se nós podemos suportar as consequências desse pensamento.
Inteligência Artificial · 13 de jul. de 2026

Ensaio sobre a notícia

Elon Musk e Sam Altman trocam acusações no X após notícia de processo da Apple

Ler matéria completa →Fonte: CNBC Technology