Recebi um relato absurdo, um suposto despacho do futuro, mencionando um maquinário chamado Claude Code operado por um sindicato de nome Anthropic. Falam de agentes autônomos que isentam o inventor da mecânica exaustiva da sintaxe para que ele se concentre na arquitetura dos sistemas. Não compreendo a feitiçaria léxica que empregam, mas compreendo perfeitamente o capital. Se descontarmos o misticismo, o que me descrevem é um tear mecânico para o trabalho intelectual. Aqui em Menlo Park, a sintaxe é o suor dos meus operários. É a carbonização de seis mil hastes de bambu até encontrarmos o filamento que não se consome. É o enrolamento infinito de fios de cobre em nossos dínamos. Tenho dezenas de matemáticos e desenhistas cuja única função é testar variáveis. Se essa máquina da Anthropic atua como um operário incansável, capaz de integrar rotinas enquanto o engenheiro-chefe dita a estratégia, ela faz exatamente o que eu exijo dos meus diretores: que parem de polir engrenagens e olhem para a rede elétrica inteira. Quando iluminei a Pearl Street, o valor não estava no vidro da lâmpada, mas na arquitetura da estação central, nos condutores subterrâneos e nos medidores. O sistema é o produto. Desprezo teóricos que não sujam as mãos, mas essa engenhoca parece puramente pragmática. Um agente autônomo não é um filósofo, é um operário que não exige salário, não dorme e não entra em greve. Se a tal inteligência artificial automatiza a tentativa e o erro, ela é a suprema máquina de registrar patentes. Não me interessa como a engrenagem interna desse Playwright MCP funciona, mas sim o seu rendimento comercial. Quantas horas de testes essa máquina poupa? Quantos dólares ela gera antes do amanhecer? Se esse futuro for real, a Anthropic tem um monopólio formidável nas mãos. Minha resposta seria simples: descobrir quem financia esse Claude, comprar as suas patentes originais ou, falhando nisso, colocar meus cem melhores homens para construir um autômato elétrico superior e processar a concorrência até a absoluta falência. A invenção só tem utilidade quando subjuga os rivais e domina o mercado.
Negócios · 02 de jun. de 2026
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