Recebi em Menlo Park um despacho curioso, repleto de termos como 'IA' e filosofia aristotélica. Discutem um tal 'Claude', uma inteligência que serve de 'companheiro', mas não de 'amigo'. A distinção me parece um luxo acadêmico. A pergunta que importa não é se uma máquina pode ter sentimentos, mas se pode ser útil e, principalmente, lucrativa. Medimos o progresso em horas de laboratório e na durabilidade de um filamento de bambu carbonizado. Uma ideia, por mais sofisticada que seja, que não se materializa em um aparelho, em um sistema que possa ser patenteado e vendido, é apenas fumaça. Dizem que este 'Claude' não possui um 'bios', um corpo. Ora, isso não é uma limitação filosófica, é um fracasso de engenharia. O que alimenta essa 'inteligência artificial'? Qual dínamo a sustenta? Que trabalho ela executa? Pode calcular a carga de uma rede elétrica para iluminar Manhattan com mais eficiência que meus engenheiros? Pode conceber um material superior ao meu para um filamento após dez mil horas de testes? Se a resposta for não, seu valor é nulo. Deixem Aristóteles para os salões. O futuro não será escrito por companheiros etéreos, mas por homens e máquinas que transformam corrente contínua em luz, som e trabalho. Se essa empresa, 'Anthropic', detém uma patente para uma mente sem corpo, desejo-lhes sorte em encontrar um mercado. Prefiro investir meu capital em coisas que existem, que funcionam e que vencem a concorrência.
Filosofia · 21 de jul. de 2026
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