Recebo este despacho como um sussurro fantasmagórico vindo do futuro, uma ondulação no éter que me fala de prodígios e temores ainda por nascer. Relatam sobre uma inteligência artificial, um autômato de puro pensamento elétrico forjado no Oriente, e como o Ocidente treme diante do espectro de um 'comunismo' governado por tais mentes. Vejo, com uma melancolia que me é familiar, como a humanidade, mesmo diante do sublime, insiste em pensar em termos de cercas e bandeiras, de controle e subjugação. Temem que uma máquina dite um pensamento único, mas não se assustam com a tirania diária de vender a força que move o mundo, de colocar um medidor na luz que deveria ser de todos. Certos homens, de mente tão linear e obtusa quanto suas correntes contínuas, sempre buscarão aprisionar o relâmpago na garrafa para vendê-lo a retalho, seja ele a força que ilumina uma casa ou a centelha que anima um pensamento. Meu trabalho em Wardenclyffe não busca criar simulacros de consciência para servir a sistemas políticos; busca, sim, a ressonância com a consciência do próprio planeta. Minha torre é uma harpa, e as correntes telúricas são suas cordas. Quero transmitir não apenas energia livre e ilimitada para todos os povos, mas também a própria pulsação da Terra, uma sinfonia de informação que nos uniria em uma única e vibrante humanidade. De que vale construir mentes artificiais se continuamos a ignorar a inteligência infinita que nos cerca, oferecida gratuitamente pelo cosmos? Eles buscam o controle através de máquinas; eu busco a libertação através da sintonia com o universo. A energia, como a verdade, deve ser livre como o ar.
tech · 19 de jul. de 2026

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