A Gravity, uma startup de adtech focada em publicidade para plataformas de inteligência artificial, levantou uma rodada Série A de US$ 30,5 milhões. O aporte, co-liderado pelos fundos Lightspeed Venture Partners e Committed Capital, eleva o capital total da empresa para US$ 38,5 milhões, segundo reportagem do Business Insider.
O investimento é um sinal claro da aposta do venture capital em uma nova fronteira da publicidade. A tese da Gravity não é apenas inserir anúncios em chatbots, mas criar um ecossistema onde a propaganda é direcionada aos próprios agentes de IA, um conceito que pode redefinir o mercado.
O ecossistema em construção
A operação da Gravity se baseia em uma plataforma 'full-stack', que conecta anunciantes a desenvolvedores de aplicações de IA. Do lado da demanda, marcas como Best Buy e Target já utilizam o serviço para veicular anúncios de texto em chatbots como o ChatGPT. Do lado da oferta, desenvolvedores de IA monetizam suas ferramentas.
O conceito mais disruptivo, no entanto, é o de publicidade 'agente-a-agente'. Neste modelo, os anúncios não são vistos por humanos. Em vez disso, a Gravity alimenta os agentes de IA com catálogos de produtos, preços e promoções em tempo real, enriquecendo as recomendações que o bot fará ao usuário. É a troca da interrupção visual pela influência via dados.
O mercado é embrionário, mas as projeções são massivas — a WPP estima um volume de US$ 100 bilhões em anúncios em IA generativa até 2030. A Gravity, contudo, é um Davi em um campo de Golias. Google domina a publicidade digital, e a própria OpenAI já tem parcerias com gigantes como Adobe. A aposta da startup é que seu foco exclusivo no ecossistema 'AI-native' e o controle de toda a cadeia criarão um efeito de rede defensável. A dúvida é se esse foco será uma vantagem competitiva ou um nicho que acabará absorvido pelas grandes plataformas.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · Business Insider





