A arquitetura da automação em armazéns logísticos está passando por uma reconfiguração técnica com a integração de robôs colaborativos (cobots) a robôs móveis autônomos (AMRs). Em vez de operarem fixos em linhas de montagem, braços robóticos compactos estão sendo embarcados em plataformas móveis, permitindo que a mesma máquina execute tarefas de manipulação em múltiplos pontos de uma instalação industrial.
Segundo projeções da fabricante Kassow, relatadas pelo The Robot Report, o uso de cobots na formatação do futuro da armazenagem deve registrar um salto expressivo, com um crescimento estimado de dez vezes entre 2018 e 2025. A tese subjacente a essa expansão é que a adição de mobilidade expande o escopo de atuação e o retorno sobre o investimento do hardware robótico.
A convergência entre mobilidade e manipulação
Historicamente, a robótica industrial operava de forma segmentada. Braços robóticos tradicionais ficavam confinados em células de segurança para operações repetitivas, enquanto os AMRs — veículos que navegam de forma autônoma sem a necessidade de trilhos ou fitas magnéticas — cuidavam exclusivamente do transporte de cargas pelo galpão. A integração de cobots compactos, que são projetados com sensores de força para operar com segurança ao lado de trabalhadores humanos, sobre essas bases móveis quebra essa dicotomia operacional.
Essa abordagem responde a uma pressão estrutural do setor logístico e de manufatura por maior flexibilidade. Instalações modernas frequentemente lidam com alta variabilidade de demanda e escassez de mão de obra, tornando sistemas de automação rígidos menos eficientes. Embora os números de crescimento projetados pela Kassow reflitam a perspectiva de um fornecedor direto da indústria e representem uma visão otimista do mercado, o movimento técnico em direção a sistemas robóticos híbridos e multifuncionais reflete uma transição clara no design de equipamentos industriais.
A viabilidade em larga escala dessa integração dependerá da evolução contínua dos softwares de coordenação de frotas e da gestão de energia, uma vez que o braço manipulador e a base móvel passam a compartilhar a mesma fonte de alimentação. O ritmo de implementação prática nos próximos anos indicará se a projeção de adoção exponencial se consolidará como o novo padrão para centros de distribuição.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · The Robot Report




