A Comax France, parte do grupo energético suíço MET, finalizou a implementação de um robusto portfólio de sistemas de armazenamento de energia por baterias (BESS, na sigla em inglês). O projeto adiciona 57 megawatts (MW) de potência e 114 megawatts-hora (MWh) de capacidade, distribuídos em 10 locais conectados à rede de distribuição francesa.

Com a conclusão, a empresa quadruplica sua capacidade operacional de BESS no país, alcançando um total de 86 MW e 143 MWh, segundo reportagem da Forbes España. O movimento é mais do que uma simples expansão de ativos; representa uma aposta calculada na infraestrutura que viabiliza a transição energética, um pilar cada vez mais crítico para a estabilidade das redes elétricas na Europa.

A infraestrutura da transição

O projeto, desenvolvido ao longo de três anos, não é uma iniciativa isolada. Ele foi executado em parceria com a Entech, que atuou como contratista de engenharia, aquisição e construção (EPC), utilizando módulos de bateria da gigante chinesa CATL e inversores da alemã SMA. Essa cadeia de fornecedores demonstra a maturidade do ecossistema de armazenamento e a natureza colaborativa desses empreendimentos de capital intensivo.

Para um grupo como o MET, a investida em ativos de flexibilidade como as baterias é estratégica. Johannes Niemetz, CEO de Energias Renováveis e Ativos do grupo, afirmou que o investimento reitera o compromisso de "apoiar a transição energética sustentável da Europa". Na prática, esses sistemas permitem uma maior integração de fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica, oferecem serviços de flexibilidade à rede e ajudam a estabilizar os preços para os consumidores finais.

O movimento da MET na França é um microcosmo da corrida europeia pela segurança energética. A geração de energia limpa é apenas metade da equação; a outra metade, cada vez mais valiosa, reside na capacidade de armazená-la e despachá-la de forma inteligente para garantir a estabilidade da rede. O valor está migrando da simples geração para a gestão da flexibilidade.

Com reportagem de Brazil Valley

Source · Forbes España