No coração do dinâmico Distrito de Negócios Central Internacional de Hongqiao, em Xangai, ergue-se um novo marco para a inovação farmacêutica. O campus de pesquisa e desenvolvimento da Chia Tai Tianqing Pharmaceutical Group (CTTQ), uma das gigantes do setor na China, é uma obra arquitetônica que transcende a mera funcionalidade. O estúdio BDP concebeu um espaço onde a ciência e a vida se entrelaçam, inspirado por um dos processos mais fundamentais da biologia: a divisão celular.
Um Design Inspirado na Vida
A premissa arquitetônica do campus BDP é audaciosa: replicar visualmente o movimento da divisão celular. Essa inspiração biológica se manifesta na disposição de dois pares de edifícios interconectados. Cada par evoca a imagem de células se separando, unidas por pontes envidraçadas que não apenas conectam fisicamente os espaços, mas também simbolizam a ligação intrínseca entre diferentes áreas de pesquisa e colaboração. Essa abordagem não é meramente estética; ela informa a própria estrutura dos edifícios. Os núcleos dos dois prédios de pesquisa são divididos em extremidades opostas, liberando grandes e flexíveis lajes de piso. Essa configuração otimizada permite adaptações futuras às crescentes e mutáveis necessidades dos laboratórios, garantindo que o campus permaneça um ambiente de vanguarda por muitos anos.
Interconexão e Bem-Estar no Cotidiano
A interconectividade se estende para além dos laboratórios. Um dos edifícios de pesquisa está ligado a um bloco menor que abriga acomodações para a equipe, enquanto o outro se conecta a uma torre administrativa mais alta, projetada para ser um ponto focal visual do novo quartel-general. Uma ponte suspensa, localizada no primeiro andar, une todos os quatro edifícios, criando um fluxo contínuo por todo o campus. "Este é um lugar para pesquisa em um campus que não vira as costas para a cidade ou para as pessoas que o utilizam", afirma Tianyi Gu, diretor da BDP. "O coração central abre o local para o público, enquanto os edifícios são planejados para fazer a pesquisa, a colaboração e a vida cotidiana funcionarem juntas." Essa filosofia se reflete no parque central que circunda os edifícios, um espaço aberto ao público, promovendo a integração entre o ambiente de trabalho e a comunidade.
Espaços para Colaboração e Mudança
A disposição dos quatro blocos foi pensada para decompor a escala do campus, transformando-o em uma série de destinos. A ponte suspensa, que se curva suavemente ao redor do local, não é apenas um meio de locomoção, mas também um espaço social multifuncional, oferecendo áreas internas e externas para encontros e interações. Cafés, uma cantina e um ginásio localizados nos níveis inferiores dos edifícios reforçam o compromisso com o bem-estar da equipe e o equilíbrio entre vida profissional e pessoal. "Prestamos muita atenção às coisas que fazem a diferença no dia de trabalho das pessoas – acesso à luz natural e ar fresco, locais para se encontrar, comer e se exercitar, e espaços para se afastar do laboratório", acrescenta Gu. "Para a CTTQ, este é um campus de pesquisa construído para a mudança, mas também um lugar para pessoas, um lugar com um forte senso de identidade e uma conexão identificável com Xangai."
Sustentabilidade e Identidade Local
Estratégias de design passivo foram aplicadas em todo o campus, incluindo ventilação natural, sombreamento solar na fachada e fachadas customizadas que respondem a diferentes orientações e funções. O uso de vidro Low-E aprimora o desempenho energético, enquanto uma extensa gama de painéis fotovoltaicos instalados no telhado cria um padrão visual único, adicionando à identidade do campus. Essa abordagem holística, que une inspiração biológica, foco no bem-estar humano e práticas sustentáveis, posiciona o campus da CTTQ como um modelo para futuras instalações de pesquisa, demonstrando como a arquitetura pode ser uma ferramenta poderosa para impulsionar a inovação e a qualidade de vida.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · Dezeen





