A indústria colombiana registrou uma contração de 2,3% em sua produção real em julho, revertendo bruscamente o avanço de 4,1% observado no mês anterior. Os dados, divulgados pelo Departamento Administrativo Nacional de Estadística (DANE), apontam para uma desaceleração significativa no setor manufatureiro, um componente crucial para a medição do PIB do país.
O movimento não é um ponto isolado. A queda na produção foi acompanhada por um recuo de 1,8% nas vendas reais e uma diminuição de 1,4% no pessoal ocupado. A leitura é que a economia colombiana pode estar entrando em um terreno mais complexo, com a fraqueza se espalhando para além do chão de fábrica e atingindo o consumo e o mercado de trabalho.
Um freio em toda a linha
A análise detalhada dos números, provenientes da Pesquisa Mensal Manufatureira com Foco Territorial (EMMET), revela a profundidade da retração. Das 39 atividades industriais monitoradas pelo DANE, 27 apresentaram variação negativa, sendo responsáveis por subtrair 3,9 pontos percentuais do resultado consolidado. Em contrapartida, os 12 setores com desempenho positivo somaram apenas 1,6 pontos, insuficientes para compensar a queda generalizada.
O dado mais preocupante, no entanto, talvez resida no mercado de trabalho. A queda de 1,4% no pessoal ocupado marca o sétimo mês consecutivo de retração no emprego industrial. Na prática, isso significa que as fábricas colombianas vêm reduzindo suas equipes desde dezembro do ano anterior, um sinal de que os empresários ajustam suas operações para um cenário de demanda mais fraca e incerteza prolongada.
A combinação de produção, vendas e emprego em queda serve como um sinal de alerta para a trajetória da economia colombiana no segundo semestre. Para observadores no Brasil, a saúde econômica de um dos principais parceiros comerciais na América do Sul é um fator relevante, com potenciais implicações para o fluxo de comércio e investimentos na região. O desempenho de julho coloca uma pressão adicional sobre as projeções de crescimento para o país vizinho.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · Forbes España





