O estúdio de arquitetura HNTB revelou o projeto para a nova casa do Dallas Stars, time da National Hockey League (NHL). A arena, com capacidade para 18.000 pessoas, será construída em Plano, um subúrbio a cerca de 32 quilômetros ao norte da atual casa do time, o American Airlines Center, no centro de Dallas.

A mudança reflete uma tendência crescente na arquitetura esportiva norte-americana: a criação de "distritos" de entretenimento que funcionam o ano inteiro, não apenas em dias de jogo. A tese do projeto, segundo reportagem da publicação de design Dezeen, é transformar a arena de um destino pontual em um elemento central da vida comunitária local.

Mais que um estádio, um bairro

O discurso da HNTB, por meio de seu diretor de design Ryan Gedney, é que o objetivo é criar um lar "inconfundivelmente enraizado na identidade do Dallas Stars". A ideia é que a arquitetura capture a paixão do hóquei, ao mesmo tempo que reflete a cultura do norte do Texas. As primeiras imagens divulgadas mostram uma estrutura de formato irregular, integrada a um complexo de edifícios de médio porte e uma torre de escritórios.

A estratégia de integrar a arena a um distrito ativo é o ponto-chave. O projeto busca estabelecer um novo padrão de como esporte, entretenimento e comunidade podem se unir. Em vez de uma ilha de concreto funcional apenas durante eventos, a proposta é um espaço permeável e de uso diário, com o estádio como sua âncora.

A fuga dos centros urbanos

O movimento do Dallas Stars não é isolado. Outras franquias esportivas nos EUA, como o Kansas City Chiefs e o Washington Commanders da NFL, também anunciaram planos para novos estádios que repensam a relação com a cidade. Frequentemente, isso implica deixar áreas centrais consolidadas em busca de terrenos maiores nos subúrbios, onde é possível desenvolver esses complexos de uso misto do zero.

Essa migração levanta questões sobre o futuro dos centros urbanos e o papel das arenas como catalisadores de desenvolvimento. Se por um lado os novos distritos criam valor para a franquia e para a nova localidade, por outro, esvaziam parcialmente o fluxo de pessoas e a atividade econômica das áreas centrais que antes abrigavam os times.

Poucos detalhes do design foram anunciados, mas a ambição é clara. O sucesso do projeto em Plano será medido não apenas pela experiência dentro da arena, mas pela vitalidade do distrito ao seu redor. Resta saber se o modelo de "arena-bairro" se consolidará como o futuro do entretenimento esportivo ou se representará um novo tipo de segregação urbana.

Com reportagem de Brazil Valley

Source · Dezeen