O etanol hidratado mostrou-se mais vantajoso que a gasolina em 11 estados brasileiros e no Distrito Federal, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) referentes a uma semana de análise em setembro. A análise compilada pelo AE-Taxas revelou que, na média nacional, o biocombustível atingiu 62,39% do preço da gasolina, um patamar considerado favorável ao seu uso.

Onde o Etanol é Mais Competitivo

Em estados como São Paulo, o preço médio do etanol foi de R$ 3,77 o litro, com uma paridade de 59,37% em relação à gasolina. Outras unidades federativas onde o biocombustível apresentou vantagem incluem Acre (67,76%), Bahia (67,36%), Distrito Federal (66,12%), Goiás (65,67%), Mato Grosso (60%), Mato Grosso do Sul (60,59%), Minas Gerais (66,61%), Pará (69,58%), Paraná (62,50%), Rondônia (68,15%) e Santa Catarina (67,39%). A metodologia da ANP considera o etanol economicamente mais vantajoso quando seu preço não ultrapassa 70% do valor da gasolina, embora executivos do setor apontem que essa margem pode ser maior dependendo do veículo.

Variações de Preço e Mercado

Na semana analisada, o preço médio do etanol hidratado subiu em 10 estados e no DF, caiu em 9 e permaneceu estável em 6. Nacionalmente, o preço médio do litro do biocombustível avançou 0,99%, para R$ 4,08. Em São Paulo, o preço subiu 0,27%, chegando a R$ 3,77. A maior alta individual foi em Mato Grosso (6,81%, a R$ 4,08/litro), enquanto a maior queda ocorreu em Rondônia (-1,37%, a R$ 5,05/litro). Os valores mínimos e máximos registrados em postos foram R$ 3,09 (SP) e R$ 6,59 (PE), respectivamente. Os preços médios estaduais variaram de R$ 3,77 (SP) a R$ 5,38 (RR).

Implicações para o Consumidor e Mercado

A dinâmica de preços entre etanol e gasolina reflete a complexidade do mercado de combustíveis no Brasil, influenciada por fatores como safra de cana-de-açúcar, custos de produção, políticas fiscais e a própria demanda dos consumidores. Para o motorista com veículo flex, a escolha entre os combustíveis pode gerar economia significativa, dependendo da paridade de preço e do consumo específico do automóvel. A consolidação do etanol como alternativa competitiva em diversas regiões reforça seu papel na matriz energética brasileira e na busca por combustíveis mais sustentáveis.

Perguntas em Aberto

O cenário de flutuação nos preços do etanol e da gasolina levanta questões sobre a sustentabilidade dessa competitividade a longo prazo. Fatores como o avanço da frota de veículos elétricos, as políticas de descarbonização e a própria produção de cana-de-açúcar podem alterar o equilíbrio de preços. Será que a vantagem do etanol se manterá em outras regiões do país ou em períodos de maior volatilidade nos preços internacionais do petróleo? Acompanhar esses indicadores será crucial para entender o futuro da escolha entre biocombustível e gasolina.

Com reportagem de Brazil Valley

Source · Money Times — Mercados