Finanças e tecnologia são, de longe, os setores que mais criaram bilionários nos Estados Unidos, segundo levantamento da Forbes compilado pelo Business Insider. Juntas, essas duas áreas somam 199 nomes na lista Forbes 400 de 2026, que reúne os 400 americanos mais ricos. No entanto, a análise revela que a criação de fortunas monumentais não se restringe a esses campos tradicionalmente associados à alta tecnologia e ao mercado financeiro. Indústrias menos glamorosas, como transporte, construção e até mesmo serviços de controle de pragas, também se mostram caminhos para a acumulação de riqueza em escala bilionária.

O estudo da Forbes detalha as fortunas estimadas com base em entrevistas, avaliações de ativos e deduções de dívidas, categorizando os indivíduos em 16 setores distintos. A predominância de fundadores ou herdeiros na lista é um fator comum, independentemente do setor de atuação. A lista Forbes 400, divulgada anualmente, serve como um retrato da concentração de riqueza no país, com a edição de 2026 destacando não apenas os gigantes de sempre, mas também a diversidade de caminhos para o sucesso financeiro extremo.

Indústrias de ponta e o mercado financeiro

O setor de Finanças e Investimentos lidera com 108 membros na lista, sendo Warren Buffett o mais rico com US$ 144 bilhões. Essa categoria abrange fundadores de fundos de hedge, credores hipotecários, empresas de venture capital e firmas de investimento. A herança também desempenha um papel, como no caso dos netos do fundador da Fidelity. Em segundo lugar, a Tecnologia registra 91 bilionários, com Elon Musk liderando o grupo com US$ 908 bilhões. O boom da inteligência artificial (IA) tem impulsionado novos nomes, como Greg Brockman, cofundador da OpenAI. A tecnologia, em geral, tem sido uma fonte massiva de fortunas, com os nove mais ricos desta categoria superando a fortuna de Buffett.

Setores tradicionais e de consumo

A indústria de Alimentos e Bebidas aparece em terceiro lugar, com 35 bilionários, incluindo nomes como Jacqueline e John Mars, com US$ 50,3 bilhões. Marcas conhecidas como Chick-fil-A e Tito's Vodka estão neste grupo, mas também há fortunas em distribuição de alimentos e licenciamento de genética agrícola. A Moda e o Varejo reúnem 26 bilionários, com Rob Walton e família liderando com US$ 132 bilhões, impulsionados em grande parte pelo Walmart. Curiosamente, a cadeia de postos de serviço Pilot Flying J também gerou fortunas significativas neste setor.

Diversidade de fortunas: energia, imobiliário e mídia

O setor de Energia conta com 23 bilionários, liderados por Lyndal Stephens Greth e família com US$ 30 bilhões, majoritariamente oriundos de petróleo, incluindo produção, oleodutos e refinarias. O setor Imobiliário tem 18 bilionários, com Stephen Ross à frente com US$ 21,5 bilhões, cujas fortunas vieram de diversos tipos de propriedades e investimentos, incluindo títulos lastreados em hipotecas subprime. Mídia e Entretenimento somam 17 nomes, com Rupert Murdoch e família liderando com US$ 25 bilhões, abrangendo desde TV a cabo até desenvolvimento de videogames e cinema, com figuras como Steven Spielberg e George Lucas.

Outras indústrias surpreendentes e o futuro

O setor de Esportes conta com 16 bilionários, como Stanley Kroenke com US$ 27,6 bilhões, onde a propriedade de times muitas vezes é uma segunda carreira após sucesso em outras áreas. Saúde tem 15 bilionários, com Thomas Frist Jr. e família liderando com US$ 33,6 bilhões, oriundos de hospitais, farmacêuticas e equipamentos médicos. Fabricação (15 bilionários), Serviços (11 bilionários) — que inclui desde leasing de aeronaves a controle de pragas — e Automotivo (8 bilionários) mostram a amplitude da geração de riqueza. Mesmo setores como Construção e Engenharia (3 bilionários) e Jogos de Azar e Cassinos (2 bilionários) abrigam fortunas consideráveis, com Diane Hendricks e Miriam Adelson, respectivamente, como exemplos de sucesso nessas áreas menos convencionais.

A análise da Forbes evidencia que, embora a tecnologia e as finanças continuem a ser os pilares da criação de riqueza extrema nos EUA, a diversidade de indústrias que geram bilionários é notável. A capacidade de identificar e capitalizar oportunidades em setores variados, seja através da inovação disruptiva ou da gestão eficiente de negócios tradicionais, permanece como um fator chave para alcançar o topo da pirâmide financeira americana. Fica a pergunta sobre quais novas indústrias emergirão como celeiros de fortunas nas próximas décadas.

Com reportagem de Brazil Valley

Source · Business Insider