A Flock Safety, empresa especializada em câmeras de leitura automática de placas (ALPR), demonstrou uma abordagem controversa ao reinstalar um de seus equipamentos em Plymouth, Minnesota, mesmo após o cancelamento do contrato pela cidade e o desligamento das câmeras pela polícia local. A situação, reportada pelo veículo The Drive, expõe um conflito entre as decisões de governos municipais e as operações da companhia, levantando preocupações sobre privacidade e controle.

Desrespeito a decisões municipais

Em 22 de setembro, o Conselho Municipal de Plymouth votou pelo fim do contrato com a Flock Safety e pela desativação de suas câmeras ALPR. A decisão ocorreu quase três meses após um incidente em que quatro policiais usaram câmeras da Flock para rastrear o jornalista Joel Feder e sua esposa por dias. No entanto, as câmeras permaneceram ativas por mais de um mês após a votação, levando o Chefe de Polícia Eric Fadden a ordenar que sua equipe desconectasse os cabos de energia para garantir que os equipamentos não estivessem mais funcionando.

Justificativa da empresa e reação da polícia

Na quarta-feira, um contratado da Flock Safety foi flagrado substituindo uma das câmeras desligadas por um novo equipamento, alegando que o antigo estava "quebrado". O contratado se recusou a mostrar a ordem de serviço e não forneceu seu nome ou o de sua empresa. A ação ocorreu sem o conhecimento da polícia de Plymouth. O Chefe Fadden declarou ao The Drive que não estava ciente da substituição e que sua equipe estava se dirigindo ao local para investigar. "Espero que seja óbvio que não estávamos cientes e temos alguém a caminho para investigar", reiterou Fadden.

Precedentes e implicações

Este não é o primeiro caso em que a Flock Safety reinstala câmeras após o cancelamento de um contrato. A empresa já havia feito o mesmo em Dayton, Minnesota, após a cidade remover seus equipamentos. A postura da Flock sugere uma tentativa de manter a infraestrutura de vigilância ativa, independentemente das decisões administrativas locais, o que pode gerar atritos com autoridades e desconfiança pública sobre o uso de dados de vigilância. A situação em Plymouth levanta questões sobre a autonomia das empresas de tecnologia de vigilância e a capacidade dos municípios de controlar a implantação e o uso de tais tecnologias em seus territórios.

Com reportagem de Brazil Valley

Source · The Drive