A General Motors transformou a adoção de inteligência artificial em uma competição interna saudável entre seus executivos de alto escalão. Paul Jacobson, diretor financeiro da montadora, revelou que os líderes que se reportam à CEO Mary Barra comparam mensalmente os índices de uso de IA por função e departamento. Essa disputa, descrita por Jacobson como uma "competição saudável em toda a linha", visa impulsionar a integração da tecnologia em diversas frentes da empresa.
Jacobson admitiu que sua própria equipe financeira está "meio que no meio do pelotão" nessa corrida. A iniciativa reflete a crescente importância da IA para a GM, que busca não apenas otimizar processos internos, mas também responder à pressão de rivais chineses que avançam rapidamente no mercado global de veículos elétricos. A montadora já utiliza ferramentas de IA para gerar recomendações de design de carros e identificar potenciais riscos na cadeia de suprimentos, com o objetivo de acelerar o ciclo de produção.
O movimento da GM sublinha a urgência com que as montadoras tradicionais, especialmente as americanas, buscam inovar. A ascensão de empresas chinesas com tecnologias de veículos elétricos mais baratas e de maior autonomia tem criado um cenário de forte concorrência, levando a GM a considerar os Estados Unidos como um "porto seguro" para direcionar capacidade produtiva e escapar da intensa disputa em outros mercados. Jacobson, no entanto, ressalta que as ambições de IA da GM ainda estão em estágio inicial, com a empresa focada em compreender o impacto transformador da tecnologia em seu modelo de negócios.
Dentro da área financeira, Jacobson almeja que a IA revolucione a análise de dados. Atualmente, os analistas dedicam cerca de 80% do tempo a explicar resultados passados e apenas 20% a antecipar tendências futuras. A expectativa é que a IA inverta essa proporção, liberando a equipe para focar em 80% de previsão e planejamento estratégico. Essa mudança promete tornar a equipe financeira mais eficaz, permitindo que a empresa reaja com maior agilidade às dinâmicas de mercado, algo que Jacobson considera crucial para a sobrevivência e o sucesso no futuro. Empresas que não conseguirem aumentar sua eficiência correm o risco de "ficar cada vez mais para trás".
Com reportagem de Brazil Valley
Source · Business Insider





