A inteligência artificial (IA) se tornou uma aposta quase universal no marketing, com 95% das organizações adotando ferramentas de IA. No entanto, a promessa de transformação e eficiência ainda não se materializou para a maioria. Uma pesquisa recente da consultoria Bain, que ouviu 1.397 executivos seniores de marketing e finanças, revela um cenário surpreendente: apenas 6% das empresas de marketing afirmam que a IA está gerando um impacto significativo em seu desempenho atual.

Essa discrepância entre adoção e resultados é um ponto de atenção. A consultoria Dentsu Creative, em um estudo separado com 1.950 tomadores de decisão globais, encontrou uma lacuna semelhante, com 70% não tendo visto grandes eficiências de custo com IA. A percepção geral é que a compra do software é apenas uma fração do desafio, e a integração e a aplicação eficaz da tecnologia demandam um esforço muito maior do que o inicialmente previsto.

O que diferencia os líderes de IA

A pesquisa da Bain, no entanto, identifica um grupo de 'líderes' — empresas com crescimento anual de receita superior a 11% e de participação de mercado acima de 7% — que se destacam. Esses líderes são duas vezes mais propensos a creditar iniciativas de IA por crescimento de receita de dois dígitos ou por economias de custo significativas, embora representem uma pequena parcela dos respondentes. A diferença fundamental reside na estratégia: enquanto a maioria ainda experimenta, os líderes já centralizaram suas estratégias de IA, eliminando silos funcionais e direcionando a tecnologia para casos de uso focados no cliente.

A abordagem dos líderes envolve a utilização de dados primários (first-party data) para extrair insights profundos e personalizar a experiência do cliente. Essa personalização, impulsionada por IA, é vista como um motor crucial para o crescimento.

Source · Business Insider