O iFood Benefícios, braço de benefícios corporativos do gigante de delivery, assinou um acordo para adquirir a Caju, uma startup de tecnologia focada em gestão de pessoas, despesas e benefícios. A operação, comunicada ao Cade e ao Banco Central, representa um movimento estratégico para consolidar e acelerar a transformação de um mercado avaliado em cerca de R$ 150 bilhões anuais no Brasil.
Fundadas em 2020, ambas as empresas surgiram em um contexto de nova economia e empreendedorismo, com o propósito comum de modernizar o setor de vales refeição e alimentação. Historicamente, o mercado era caracterizado por altas taxas cobradas dos estabelecimentos, baixa inovação e barreiras de entrada. A entrada do iFood Benefícios e da Caju impulsionou mudanças regulatórias, como a limitação de 3,6% nas taxas cobradas dos estabelecimentos e a abertura dos arranjos de pagamento, apesar da resistência de incumbentes.
A aquisição visa unir a vasta rede de aceitação do iFood Benefícios, que inclui 11 milhões de estabelecimentos físicos e um ecossistema de mais de 500 mil parceiros, com a base de clientes da Caju, que conta com mais de 70 mil empresas e cartões aceitos em mais de 12 milhões de locais. A sinergia promete oferecer uma experiência integrada para empresas e colaboradores, desde a gestão de RH até o pagamento diário, com foco em preços acessíveis e maior conveniência.
Arthur Freitas, CEO do iFood Benefícios, destaca a missão de repensar a cadeia de valor do benefício, partindo do restaurante e do trabalhador. A redução do custo da transação permite que estabelecimentos operem com margens maiores, repassando ganhos em forma de alimentação mais barata e investimento no negócio. A união das plataformas deve ampliar a capacidade de investimento em tecnologia e novos produtos, fortalecendo um setor mais simples para quem usa e administra o benefício, segundo Eduardo Del Giglio, CEO e cofundador da Caju.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · TIInside



