O burburinho em torno de John Glacier não é apenas sobre música; é sobre uma aura. Uma presença magnética que parece emanar de dentro, transformando cada aparição em um evento. Foi essa energia que a levou para o coração de Milão, para um encontro na icônica Bar Luce da Prada. Ali, em meio à efervescência pós-desfile, a cantora britânica compartilhou reflexões sobre sua relação com a grife, sua campanha e o que move sua arte.
Glacier descreve a experiência de ser uma "Prada girl" como estar ligada a algo "literalmente icônico". Para ela, a marca tem a rara habilidade de reinventar a tradição, infundindo-a com uma novidade que ressoa profundamente. "Nem muitas pessoas conseguem fazer isso", observa, capturando a essência do que torna a Prada tão singular em um cenário da moda em constante mutação. Essa admiração mútua é palpável, com a artista se tornando um rosto cada vez mais presente no universo da marca.
O outono, segundo Glacier, será "sultry but sexy". Uma descrição que se alinha perfeitamente com a estética que ela projeta. Mas o inverno promete ainda mais profundidade, com o lançamento de um novo álbum em novembro. Uma das faixas, em colaboração com Montell Fish, explora o tema do amor e é apontada como a canção para os meses mais frios. Musicalmente, o álbum é uma ode à alegria, um conceito que a artista considera essencial para navegar as complexidades do mundo atual. "Precisamos de alegria para superar esses momentos", afirma, ressaltando a força da música como um bálsamo.
A busca pela alegria, para John Glacier, é encontrada nas conexões humanas mais puras: amigos, família e, em um momento de rara contemplação, a visão das estrelas em um céu límpido de Londres. São esses momentos de simplicidade e conexão que nutrem sua arte e sua perspectiva sobre a vida. Sua segunda aparição em um desfile da Prada, desta vez como convidada de honra, solidifica sua posição como um ícone emergente, cujas escolhas estéticas e filosóficas dialogam diretamente com a identidade da marca.
Para quem almeja seguir seus passos e se tornar uma "Prada girl", o conselho de Glacier é direto e empoderador: "Seja você, seja ousada e admita que você já é linda". A mensagem é clara: a verdadeira moda, assim como a verdadeira arte, emana da autenticidade. É essa confiança intrínseca que permite que qualquer um "arrase com Prada do jeito que precisa". A artista se vê como um "livro aberto", uma figura de "amor, luz e alegria", mas não sem reconhecer uma "outra face muito austera", uma dualidade que ela atribui à sua identidade de Libra.
Enquanto a data de seu aniversário se aproxima, a expectativa paira sobre os planos de celebração. A esperança é de reunir amigos para comemorar, embora uma viagem solitária também seja uma opção. O que fica evidente é a jornada de John Glacier, uma artista que, com sua voz e estilo inconfundíveis, está redefinindo o que significa ser um ícone na interseção da música e da moda. Sua parceria com a Prada é mais do que um contrato; é uma sinergia de valores e estéticas que promete moldar o futuro da cultura pop.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · i-D





