O coração da casa, palco de memórias e do dia a dia, a cozinha é um espaço que exige reflexão. Para a designer de interiores Lane Mari, a funcionalidade e o aconchego devem prevalecer sobre as tendências passageiras e escolhas estéticas questionáveis. Em uma conversa franca com a Business Insider, Mari desvendou os elementos que ela jamais integraria em seu santuário culinário, oferecendo um vislumbre de um design que valoriza a durabilidade, o caráter e a sensação de lar.
Ao entrar na cozinha de Mari, seria difícil encontrar ferragens pretas reluzentes. Ela as considera "muito duras" e criadoras de um contraste excessivo, especialmente em armários claros. Em vez disso, a designer prefere o bronze com óleo, cujos tons quentes conferem um equilíbrio mais suave ao ambiente. Essa preferência se estende aos materiais em geral: enquanto muitos são seduzidos pelo brilho sintético, Mari busca a autenticidade das pedras e madeiras naturais. "Materiais naturais, embora possam ser um pouco mais sensíveis, resistem melhor", ela observa. Com o tempo, eles desenvolvem uma pátina única, uma marca de caráter que os materiais fabricados raramente alcançam. Essa filosofia se reflete na escolha de bancadas, onde a designer sugere investir na "melhor pedra natural que você puder pagar", citando a quartzita e o mármore como favoritos pela sua resistência e beleza.
A funcionalidade, para Mari, não se resume à estética, mas à adaptação ao espaço e ao estilo de vida. Ela questiona a onipresença das ilhas de cozinha, especialmente em lares menores ou com layouts desafiadores. "Nunca fica bom ter algo espremido que não se encaixa", alerta. A solução pode ser um móvel sob medida, mais leve e integrado, ou simplesmente a ausência da ilha se ela não servir a um propósito claro. Da mesma forma, a designer desaprova a lacuna de 2 a 3 polegadas entre o topo dos armários e o teto, algo que pode parecer um descuido, a menos que os tetos sejam altos e a distância seja intencional. "Isso vai fazer o teto parecer mais alto", ela explica sobre armários que vão até o teto em espaços menores. E quando se trata de iluminação, a aversão é clara: nada de luzes de teto excessivas que transformam a cozinha em um "centro cirúrgico". Em vez disso, Mari aposta em arandelas, abajures e iluminação de tarefa, complementadas por dimmers, para criar uma atmosfera "quente e aconchegante".
Mari também faz um apelo contra a monotonia do preto e branco, defendendo a cor como um elemento essencial para trazer vida e personalidade à cozinha. Ela sugere que a inspiração para as paletas de cores pode vir do próprio guarda-roupa, dos locais de férias favoritos ou de espaços ao ar livre, buscando tons que tragam conforto e bem-estar. Essa abordagem se estende à rejeição de eletrodomésticos baratos, que frequentemente falham ou chegam danificados. "Faça sua pesquisa e compre os melhores que puder pagar", aconselha. A preferência por eletrodomésticos embutidos ou com um toque retrô também demonstra um cuidado com a harmonia visual. Em última análise, a designer de interiores defende que a cozinha perfeita não segue tendências, mas sim as necessidades individuais e o estilo de vida de quem a habita. "Cada espaço é único, e cada família é diferente, e a melhor cozinha é aquela que funciona melhor para suas necessidades", conclui Mari, ressaltando que a verdadeira beleza reside na personalização e na funcionalidade.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · Business Insider





