A Administração de Segurança no Transporte (TSA) dos Estados Unidos tem implementado um programa de atualização de seus equipamentos de segurança aeroportuária, introduzindo scanners de raio-X com tecnologia de tomografia computadorizada (CT) em 3D. Essas novas máquinas, que começaram a ser distribuídas em maior escala a partir de 2022, prometem agilizar o processo de triagem e aumentar a eficácia na detecção de itens perigosos. Um dos benefícios é permitir que passageiros deixem laptops e líquidos dentro de suas malas, simplificando o procedimento de embarque.
No entanto, uma alteração nas especificações técnicas gerou apreensão: a abertura da esteira nesses novos scanners é cerca de meio polegada menor do que nos modelos anteriores. Isso levantou o temor de que algumas bagagens de mão, que antes passavam com facilidade, agora possam ser barradas, forçando os viajantes a despachar malas ou adquirir novas. A própria TSA reconhece em seu site que a mudança pode exigir que certas malas de mão sejam despachadas.
Dimensões e realidades da bagagem
A preocupação, embora compreensível, parece ser exagerada para a maioria dos viajantes. As novas máquinas de raio-X da TSA medem 24,5 polegadas de largura por 16,5 polegadas de altura. A profundidade é contínua, pois a mala desliza pela esteira. Ao comparar essas medidas com os limites máximos de bagagem de mão estabelecidos pelas companhias aéreas americanas — que geralmente são definidos com base no espaço dos compartimentos superiores —, percebe-se que a compatibilidade é alta.
As dimensões padrão para bagagem de mão na maioria das companhias aéreas nos EUA são de 22 x 14 x 9 polegadas. Mesmo as companhias mais flexíveis, como Frontier e Southwest, que permitem até 24 x 16 x 10 polegadas, operam dentro de uma margem que acomoda os novos scanners. Portanto, qualquer mala que cumpra os requisitos de tamanho de sua companhia aérea deve, teoricamente, passar sem problemas pela nova tecnologia de raio-X.
Experiências de viajantes e o que realmente não passa
Relatos de passageiros frequentes, que utilizam os novos scanners em aeroportos como Nova York, Boston, Los Angeles, Atlanta, Denver e Chicago, confirmam essa expectativa. Malas de marcas populares e com dimensões ligeiramente maiores que o padrão, como a Beis roller (aproximadamente 23 x 16 x 10 polegadas), têm passado sem incidentes. Isso sugere que os problemas podem ser mais pontuais e relacionados a malas que já estavam no limite ou excediam as dimensões permitidas pelas companhias aéreas.
Os viajantes que podem enfrentar dificuldades são aqueles que já utilizavam malas excessivamente volumosas, macias e abarrotadas a ponto de se deformarem, ou modelos com alças e rodas salientes que impedem o encaixe. Malas expansíveis que não podem ser compactadas também podem se tornar um problema. A recomendação é sempre verificar as dimensões exatas permitidas pela companhia aérea com a qual se pretende voar.
Implicações para a segurança e o embarque
A introdução desses scanners mais eficientes pela TSA tem implicações mais amplas para a segurança aeroportuária e a experiência do passageiro. Ao permitir que itens como eletrônicos e produtos de higiene permaneçam nas bagagens, o processo de triagem se torna mais rápido, reduzindo o tempo em filas e o estresse associado à viagem. Isso é particularmente relevante em aeroportos de grande movimento.
Além disso, a potencial redução no número de malas de mão que precisam ser despachadas no portão de embarque — devido a problemas de tamanho — pode otimizar o embarque de aeronaves. Menos tempo gasto com a logística de malas extras significa um embarque mais fluido e, possivelmente, um cumprimento mais rigoroso dos horários de voo. A TSA, ao investir em tecnologia, busca equilibrar segurança e conveniência.
Perguntas em aberto e o futuro
Embora a maioria das bagagens de mão padrão deva continuar a passar pelos novos scanners, a questão de como a TSA lidará com as exceções ainda merece atenção. A agência indica que malas que não se encaixam podem ser inspecionadas manualmente ou, em alguns casos, o passageiro pode ser instruído a despachá-las. A clareza na comunicação dessas regras e a consistência na aplicação em diferentes aeroportos serão cruciais.
O sucesso a longo prazo dessa atualização dependerá não apenas da tecnologia em si, mas também da adaptação dos passageiros e da clareza das diretrizes. A expectativa é que, com o tempo, a maioria dos viajantes se ajuste às novas realidades, garantindo que a experiência de segurança aeroportuária continue a evoluir para melhor.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · Business Insider





