A Vockan, fornecedora de software de gestão, formalizou a criação de uma nova cadeira em seu C-level: a de Chief AI Officer (CAIO). Para a posição, foi nomeado o executivo Sidney Mendes, que se reportará diretamente ao CEO, Fabrício Oliveira. A movimentação foi noticiada pelo portal TIInside.
O movimento da Vockan reflete uma maturação no mercado de tecnologia. A inteligência artificial, antes uma frente de inovação pulverizada entre diferentes departamentos, começa a exigir uma governança centralizada e um assento na mesa principal. A criação do cargo de CAIO sinaliza que, para a companhia, a IA deixa de ser um conjunto de ferramentas táticas para se tornar um pilar estratégico do negócio, com dono, metas e orçamento próprios.
De ferramenta a estratégia
Por anos, a adoção de IA em muitas corporações ocorreu de forma orgânica e, por vezes, caótica. Equipes de marketing, produto e operações experimentavam soluções de forma isolada, gerando tanto ganhos de eficiência quanto redundâncias e riscos de conformidade. A decisão da Vockan busca endereçar exatamente este ponto. “Já tínhamos a adoção massiva internamente e em nossos produtos. Agora, concentraremos todas as ações sob uma mesma gestão, dando coerência para as iniciativas”, afirmou o CEO Fabrício Oliveira.
A centralização sob um CAIO visa não apenas otimizar recursos, mas também alinhar todos os projetos de IA à visão de longo prazo da empresa. O posicionamento “AI & People First” reforça a tese de que a tecnologia é um meio, não um fim. O objetivo é integrar a capacidade computacional ao desenvolvimento humano, uma abordagem que busca equilibrar a automação com a capacitação dos times.
Governança e pessoas
O mandato de Sidney Mendes na Vockan é duplo. De um lado, técnico e de governança: estabelecer políticas de compliance e segurança da informação, essenciais em um ambiente de uso intensivo de dados. A nova estrutura também irá centralizar a avaliação de projetos de IA sugeridos pelos próprios colaboradores, criando um funil estratégico para os investimentos.
Do outro lado, o desafio é humano. Mendes destaca que sua missão é “democratizar o acesso à IA na Vockan, automatizando o trabalho braçal e rotineiro para que nossos profissionais possam focar no que realmente importa: estratégia, criatividade e geração de valor”. Isso envolve a criação de trilhas de treinamento específicas para preparar as equipes para atuar com as novas ferramentas, em vez de serem substituídas por elas.
A Vockan aposta que a centralização da estratégia de IA sob um C-level trará coerência e escala. O desafio de Mendes será provar que a nova estrutura pode ir além da governança e se tornar um motor de crescimento e inovação real, transformando um cargo em ascensão em resultados tangíveis para o negócio.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · TIInside





