Ignacio Juliá, o principal executivo do Santander Espanha, fez um apelo contundente para que os benefícios econômicos e industriais da inteligência artificial (IA) não se restrinjam às grandes plataformas tecnológicas. Em sua visão, o valor gerado pela IA precisa ser distribuído de forma equitativa entre as empresas que a adotam e seus clientes finais.
Durante sua participação no Fórum Tecnológico Global, Juliá ressaltou a importância de avaliar cuidadosamente os custos e a rentabilidade real das tecnologias de IA. Ele argumentou que a necessidade de articular um melhor reparto dos lucros ao longo de toda a cadeia de valor é crucial, abrangendo desde os criadores de modelos de IA até as empresas que os utilizam em seus negócios. O Santander, por exemplo, tem como prioridade estratégica o desenvolvimento de plataformas próprias para capturar e repassar esse valor diretamente à entidade e aos seus usuários, impulsionando tanto a receita quanto a eficiência operacional.
A adoção da IA pelo setor financeiro, segundo Juliá, exige uma transformação profunda nos modelos operacionais e na cultura organizacional. O banco está revisando seus processos internos e aprimorando a coordenação entre as equipes para responder de forma mais ágil às necessidades dos clientes. Aplicações práticas da IA, como a IA generativa, já estão sendo utilizadas para a prevenção de riscos, combate a fraudes e simplificação de interações complexas para os usuários.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · Forbes España





