O Stark Bank, fintech brasileira com foco no mercado corporativo, lançou uma ferramenta gratuita para calcular o potencial de economia que empresas podem alcançar ao automatizar suas operações financeiras. Batizada de Calculadora de Eficiência Financeira, a iniciativa visa traduzir em números os custos gerados por processos manuais que persistem mesmo em companhias em franco crescimento.

A tese por trás do movimento é que muitas empresas, ao escalar suas operações, não modernizam o back-office na mesma velocidade. O resultado é um aumento de custos operacionais que não está nas tarifas bancárias, mas no tempo gasto com pagamentos individuais, conciliações em planilhas e retrabalho. Em um cenário de explosão dos pagamentos digitais no Brasil, liderado pelo Pix, essa ineficiência se torna um gargalo cada vez mais caro.

O custo além da tarifa

O argumento central do Stark Bank, articulado por seu diretor de Produto, Adriano Romero, é que o principal dreno de recursos de uma área financeira não são as taxas, mas a própria maneira como o trabalho é executado. Processos manuais, sistemas que não se comunicam e tarefas repetitivas geram um custo invisível que cresce junto com o faturamento.

Este é um desafio clássico de escala. Muitas companhias respondem ao aumento do volume operacional contratando mais pessoas para executar as mesmas tarefas manuais. A proposta de valor de plataformas financeiras baseadas em APIs, como a do Stark Bank, é justamente substituir essa expansão de pessoal por uma solução tecnológica que automatiza e integra os fluxos de pagamento, recebimento e controle.

Da planilha à decisão estratégica

Para tornar essa dor tangível, a calculadora funciona como um diagnóstico rápido. A empresa insere dados como volume de pagamentos, número de cartões corporativos e quantidade de funcionários no financeiro, e a ferramenta estima a economia. Em uma simulação, uma empresa com 500 cartões poderia poupar cerca de R$ 2 milhões por ano, segundo o Stark Bank.

O lançamento ocorre em um momento estratégico. Dados do Banco Central indicam um crescimento exponencial no volume de transações digitais, o que amplifica o impacto de qualquer ineficiência. Cada Pix ou boleto a mais em um sistema manual representa mais tempo de conferência e maior risco de erro. A automação, nesse contexto, deixa de ser uma questão puramente operacional para se tornar um pilar da estratégia de crescimento e rentabilidade.

A ferramenta do Stark Bank funciona, no fundo, como um espelho. Ela não vende um produto diretamente, mas reflete um custo que muitos gestores intuem, mas poucos se dão ao trabalho de quantificar. A aposta é que, ao enxergar o número, a decisão de migrar de processos manuais para uma plataforma integrada se torne mais evidente, transformando um problema de back-office em uma alavanca de negócio.

Com reportagem de Brazil Valley

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