Se alguém dissesse a Amy Errett, durante seus tempos de universidade, que a empresa que ela fundaria um dia teria seu nome estampado na quadra de basquete da UConn, ela não acreditaria. Hoje, o logo da Madison Reed está lá, um símbolo de uma estratégia que vai muito além de um patrocínio tradicional.
A história começa com a decisão de entrar no universo do NIL (Name, Image, and Likeness), o modelo que permite a atletas universitários monetizar sua imagem. Para Errett, fundadora de uma marca de beleza construída sobre o pilar do empoderamento feminino, não se tratava de buscar um endosso de celebridade. O objetivo era encontrar parceiras que personificassem a resiliência e a determinação da marca. A escolha recaiu sobre atletas da Universidade de Connecticut, como as estrelas Paige Bueckers e Azzi Fudd, não apenas para campanhas, mas para um programa conectado que apoia a universidade e expande as oportunidades para as jogadoras.
O diferencial, detalhado pela CEO em um ensaio para a Fast Company, está em tratar as atletas como sócias. Bueckers não apenas promoveu um produto; ela colaborou com a equipe para criar sua própria tonalidade de cabelo. Fudd, enquanto cursava seu MBA, fez um estágio na equipe de marketing da empresa. Elas são convidadas para conversas sobre o negócio, participam do desenvolvimento de produtos e atuam como conselheiras. A lógica é que, quando as pessoas se sentem parceiras, elas não apenas executam uma visão — elas ajudam a construí-la.
A Madison Reed explora até mesmo caminhos como participação acionária ou franquias para suas atletas parceiras. O movimento sinaliza uma mudança profunda no marketing de influência: o fim da era transacional. A questão que fica no ar não é apenas sobre o futuro do esporte feminino, mas sobre o que acontece quando o influenciador deixa de ser um rosto para a campanha e passa a ser um parceiro na sala de reuniões.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · Fast Company Design





