Um fundo de investimento que replica uma carteira com os 20 maiores unicórnios do mundo alcançou a marca de € 100 milhões em ativos sob gestão na Espanha. O veículo é comercializado pela CIMD Intermoney e oferece exposição a nomes como OpenAI, Anthropic e Databricks, as estrelas da atual onda de inteligência artificial.
O marco, reportado pela Forbes España, sinaliza um apetite crescente de investidores institucionais e qualificados por uma classe de ativos tradicionalmente restrita a grandes fundos de venture capital e private equity. A tese é simples: obter acesso a empresas de altíssimo crescimento no mercado privado, antes de uma potencial e aguardada abertura de capital.
A estrutura por trás do acesso
O produto não é um exercício de stock picking, mas uma estratégia passiva. O fundo, denominado 'Stableton Morningstar PitchBook Unicorn 20', segue o índice 'Morningstar PitchBook Unicorn 20 Index (UI 20)'. Essa abordagem baseada em regras oferece uma forma disciplinada de investir nas 20 companhias de tecnologia de capital fechado mais valiosas do planeta. A gestora suíça Stableton Financial, que promove e assessora o fundo, viu seus ativos totais superarem US$ 1 bilhão, impulsionados pela forte demanda por este veículo específico, que captou US$ 500 milhões em apenas dez meses.
O apelo dos 'campeões' de IA
O principal chamariz do portfólio é, sem dúvida, a concentração de líderes em inteligência artificial. A presença de OpenAI, Anthropic e Databricks funciona como um proxy para investir na vanguarda da tecnologia sem a necessidade de competir por alocações em rodadas de captação privadas, que são extremamente concorridas. Para o investidor europeu, o fundo funciona como um atalho para o mercado secundário de ações pré-IPO, democratizando, ainda que para um público restrito, o acesso a valuations que antes da listagem em bolsa já atingem dezenas de bilhões de dólares.
O sucesso do modelo na Europa pode servir de inspiração para produtos similares em outras geografias, inclusive na América Latina. A questão que fica no ar é se a exposição a unicórnios via índices se tornará uma alocação padrão para investidores qualificados, borrando ainda mais as fronteiras entre os mercados público e privado.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · Forbes España





