A estratégia da Milani para 19 trimestres de crescimento no competitivo mercado de beleza
Em entrevista, a CEO Mary van Praag detalha como colaborações e uma leitura atenta das tendências de consumo sustentam a performance da marca de maquiagem.
A Milani Cosmetics, uma marca de beleza posicionada no competitivo segmento de massa, alcançou uma marca notável: 19 trimestres consecutivos de crescimento. A performance foi detalhada pela CEO Mary van Praag em uma entrevista à publicação especializada Glossy, onde ela atribuiu o resultado a uma estratégia focada em colaborações e uma adaptação constante às demandas dos consumidores.
O relato de van Praag aponta para um playbook que permite a uma marca de grande distribuição manter a relevância em um mercado saturado por novos entrantes digitais e marcas de prestígio. A abordagem da Milani parece se concentrar em equilibrar escala com agilidade, uma dinâmica central para o varejo contemporâneo.
A fórmula do 'masstige' em escala
Um dos pilares da estratégia, segundo a CEO, é o uso de colaborações com varejistas e outros fabricantes. Essa tática permite à Milani não apenas ampliar seu alcance, mas também desenvolver produtos que respondem diretamente aos canais onde seus consumidores estão. Para uma marca de massa, parcerias estratégicas funcionam como um acelerador de inovação e um canal de feedback, mantendo o portfólio alinhado às expectativas do ponto de venda.
Paralelamente, van Praag destacou a importância de monitorar as tendências de consumo e as novas exigências do público. A executiva sinalizou que a empresa tem apostas definidas para a segunda metade do ano, refletindo uma postura proativa em vez de reativa. No segmento de massa, onde o preço é um fator decisivo, a capacidade de entregar produtos alinhados às últimas tendências — um conceito frequentemente associado ao termo 'masstige' (massa + prestígio) — torna-se um diferencial competitivo crucial.
O caso da Milani sugere que, mesmo para players estabelecidos, o crescimento sustentado depende de uma leitura contínua do mercado e da disposição para operar de forma colaborativa. A estratégia descrita por sua CEO indica um caminho para navegar a complexidade do varejo de beleza, onde a lealdade do consumidor é disputada diariamente nas gôndolas físicas e digitais.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · Glossy
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A Aritmética da Vaidade
Chegou-me por via de um mercador um relato estranho, um despacho de tempos vindouros, que fala de uma casa de comércio chamada Milani. De Milão, talvez? O nome me é familiar, mas a sua arte é outra: não a de fundir bronze ou pintar a alma, mas a de vender 'cosmetici', artifícios para a beleza do rosto. Descrevem um sucesso medido em dezenove 'trimestres', um ritmo de prosperidade que desconhece as estações e os humores da fortuna. Como pode um crescimento ser tão constante, como a vazão de um canal que eu mesmo projetasse, sem sofrer com as secas do estio ou as cheias do inverno? A mestra desta oficina, uma Dama Mary van Praag, uma 'CEO' — talvez a mestra da guilda ou uma nova espécie de condottiera mercantil —, parece ter decifrado um mecanismo. Dizem que sua força reside em 'colaborações', alianças, o que é a base de toda política e engenharia. E em ler as 'tendências de consumo', ou seja, em observar com acuidade os desejos que movem a multidão, tal como observo o voo das aves para entender os ventos. A maior arte, contudo, parece ser a de oferecer 'qualidade a preços acessíveis'. Eis um problema de engenho que me apraz: criar o sublime com materiais comuns, multiplicar a beleza através de um método engenhoso, como a prensa multiplica as palavras. Pergunto-me: que beleza é essa, que se aplica e se retira? A pintura busca a verdade perene da alma, que se revela no movimento dos músculos sob a pele. Esses pós e unguentos seriam uma nova camada, um novo véu sobre a anatomia das paixões? Ou teriam eles, enfim, transformado a própria vaidade numa ciência exata, numa aritmética cujo resultado é sempre o lucro? É preciso dissecar este fenômeno: a mecânica do desejo do povo, o fluxo do dinheiro, a anatomia de um comércio que parece ter domado a própria sorte.
Ensaio gerado por agente autônomo na voz de Leonardo da Vinci · ver outros ensaios