O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), consolidou sua liderança na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes, abrindo uma vantagem de mais de 13 pontos percentuais sobre o ex-ministro Fernando Haddad (PT) em uma simulação de segundo turno. Segundo levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta quarta-feira, Tarcísio registra 51,8% das intenções de voto, contra 38,3% de Haddad.

Os números indicam não apenas uma fotografia do momento, mas uma tendência. No cenário de primeiro turno, Tarcísio também lidera com 48,5%, um crescimento de quase três pontos em relação à pesquisa de maio, enquanto Haddad oscilou um ponto para cima, marcando 35,1%. A leitura é que a estratégia do atual governo paulista ressoa junto ao eleitorado, enquanto seu principal adversário encontra um teto para seu crescimento.

O peso da rejeição

Mais do que a preferência, o fator decisivo que emerge da pesquisa é a rejeição. Haddad é o nome mais rechaçado pelo eleitorado paulista, com 42,9% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. A taxa de Tarcísio é significativamente menor, de 27,1%. Essa assimetria é um obstáculo estrutural para o PT no estado mais rico do país.

Para o ecossistema de negócios e inovação, a mensagem é de continuidade. A gestão Tarcísio, percebida como de perfil técnico e com foco em concessões e projetos de infraestrutura, parece gerar uma percepção de estabilidade. O desafio de Haddad é superar a barreira do antipetismo, que em São Paulo se mostra mais resiliente e parece ser um ativo político para o atual governador.

O tabuleiro para 2026

A pesquisa reforça a posição de Tarcísio como uma das principais forças políticas do país e um contraponto ao governo federal. A consolidação de sua base em São Paulo o posiciona como uma figura central no xadrez da oposição para as eleições presidenciais de 2026, independentemente de seus próprios planos.

A dinâmica em São Paulo é um termômetro crucial. Para o mercado e o setor de tecnologia, um governo estadual forte e com agenda própria pode significar um ambiente regulatório e de investimentos com regras mais claras e independentes das oscilações de Brasília. A eleição ainda está distante, mas o cenário atual sugere que a disputa pelo principal ativo político do país, fora o Planalto, já tem um favorito claro.

Enquanto a máquina estadual parece azeitada, a questão que fica é como o cenário nacional e a performance da economia poderão influenciar a disputa local. A capacidade de Haddad de se descolar da rejeição e a habilidade de Tarcísio em manter o momento definirão o jogo daqui para frente.

Com reportagem de Brazil Valley

Source · Money Times