A Rede pela Inclusão Social EAPN Baleares, na Espanha, condenou publicamente os atos de violência e os discursos de ódio que tomaram forma em meio à crise migratória na cidade autônoma de Ceuta. Em comunicado, a organização manifestou "profunda preocupação" com o aumento da tensão social e a criminalização de pessoas migrantes, especialmente menores de idade.
O ponto central da crítica é a disseminação de uma "narrativa estigmatizadora" que, segundo a rede, não corresponde à realidade nem ao arcabouço legal vigente. A leitura é que a instrumentalização política da crise está erodindo garantias fundamentais e colocando em risco a coesão social, exigindo uma resposta firme da sociedade civil e das instituições.
O Dever de Proteger
O comunicado da EAPN Baleares é taxativo ao afirmar que nenhum menor pode ser tratado como "uma ameaça nem convertido em munição da luta partidária". A organização sublinha que a proteção da infância é uma obrigação legal e moral que não admite exceções, um princípio que parece estar sendo testado em meio ao acirramento político.
Nesse cenário, a rede destaca o trabalho de entidades sociais que atuam no terreno, provendo atendimento básico, proteção e acompanhamento a pessoas em situação de extrema vulnerabilidade. O movimento ressalta o contraste entre a retórica política e a ação humanitária que se mostra "imprescindível" para garantir a dignidade dos mais afetados.
Um Apelo à Responsabilidade
A EAPN insta as administrações públicas a assegurarem uma resposta coordenada, humanitária e, acima de tudo, respeitosa com a legalidade, reforçando os recursos de atendimento. O apelo se estende às forças políticas, para que evitem declarações que alimentem o confronto e atuem com responsabilidade institucional.
O chamado também se dirige à cidadania, com um pedido para que não se deixe levar por notícias falsas e rejeite qualquer forma de violência ou discriminação. A mensagem é clara: a gestão de situações complexas não pode justificar a violação de direitos nem a normalização de discursos que fraturam a sociedade.
Como conclui a própria rede, "a defesa dos direitos humanos, a dignidade das pessoas e a proteção dos menores não é negociável". Em momentos de tensão, a humanidade, a legalidade e a solidariedade se tornam os pilares essenciais para sustentar uma sociedade democrática.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · Forbes España





