A economia da Espanha pisa no acelerador e deve apresentar um crescimento “positivo” no segundo trimestre, com potencial para superar a já robusta performance do início do ano. A sinalização partiu do ministro da Economia, Comércio e Empresa, Carlos Cuerpo, durante uma defesa de novas medidas de auxílio econômico no Congresso dos Deputados nesta quinta-feira.
A projeção otimista, que será confirmada com dados oficiais no fim do mês, ocorre em um momento de alta tensão geopolítica e posiciona a Espanha como uma exceção notável. Enquanto outras grandes economias europeias lutam para encontrar um ritmo de crescimento consistente, Madri parece ter encontrado uma fórmula para sustentar a expansão, liderando o avanço entre as principais potências da zona do euro, segundo reportagem da Forbes España.
Os motores da resiliência
Segundo o ministro, a confiança se baseia em “indicadores de alta frequência” que mostram a manutenção do pulso da atividade econômica nos meses de abril, maio e junho. O principal pilar dessa resiliência é o mercado de trabalho, que atingiu um recorde histórico de 22,2 milhões de pessoas empregadas em junho, em dados dessazonalizados.
A visão do governo é corroborada por previsões independentes. A Autoridade Independente de Responsabilidade Fiscal (AIReF), um órgão de supervisão, já havia antecipado que o crescimento no segundo trimestre “pode estar inclusive acima do que houve no primeiro”, conforme destacou Cuerpo. No primeiro trimestre, o PIB espanhol avançou 0,6% na comparação trimestral e 2,7% na anual, números que já se destacavam no continente.
O mercado agora aguarda a divulgação oficial do Instituto Nacional de Estatística (INE), marcada para 30 de julho. Os números servirão como um termômetro crucial para validar se a economia espanhola conseguiu, de fato, se descolar do cenário mais sombrio que paira sobre seus vizinhos e sustentar um ritmo de expansão surpreendente.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · Forbes España





