Em meio à corrida para integrar inteligência artificial em todas as facetas do negócio digital, uma nova pesquisa com 131 profissionais de SEO sugere que os segredos para um bom posicionamento no Google continuam notavelmente analógicos. Segundo o estudo da consultoria Zyppy, a relevância do conteúdo para a intenção de busca do usuário é o fator mais crucial, seguida de perto pela controversa, e ainda vital, rede de backlinks.
A análise, detalhada em reportagem do Search Engine Land, funciona como um contraponto à narrativa de que a IA generativa reinventaria por completo as regras do jogo. Para os especialistas consultados, os pilares que sustentam o algoritmo do Google são mais resilientes do que se imagina. A tese que emerge é que a tecnologia é uma ferramenta para aprimorar a qualidade, e não um atalho para produzi-la em massa.
A velha guarda resiste
O fator que mais chama atenção é a resiliência dos backlinks — links de outros sites apontando para uma página. Embora executivos do Google, como Gary Illyes, já tenham minimizado sua importância, quase 55% dos especialistas os consideram um dos três principais sinais de ranqueamento. A leitura é clara: links de domínios confiáveis e com relevância temática ainda são vistos pelo mercado como um voto de confiança digital que o algoritmo valoriza.
Acima de tudo, porém, está a intenção de busca. O sucesso, segundo os entrevistados, não depende de repetir palavras-chave, mas de satisfazer a necessidade real do usuário. Em um cenário onde múltiplas páginas podem responder à mesma pergunta, a capacidade de oferecer profundidade, dados originais e uma perspectiva única — o que o Google chama de “ganho de informação” — torna-se o diferencial.
A IA sob escrutínio
O estudo revela um ceticismo saudável em relação ao uso de inteligência artificial. Conteúdo gerado por IA e publicado em escala, com pouca ou nenhuma revisão humana, foi classificado como um sinal negativo pela maioria dos profissionais. A percepção é que o algoritmo está cada vez mais apto a identificar e penalizar conteúdo de baixo valor, independentemente de sua origem.
Por outro lado, a IA é vista de forma mais favorável quando utilizada como uma ferramenta de auxílio, submetida a uma curadoria humana rigorosa que adiciona valor único. A pesquisa original e dados primários foram apontados como elementos de altíssima qualidade, sugerindo que o caminho para o topo do Google passa por criar informação, não apenas por reprocessá-la.
No fim, a pesquisa da Zyppy serve mais como uma confirmação do que uma revelação. Ela captura a percepção de quem está na linha de frente do SEO: em 2024, a tecnologia mais avançada ainda não substituiu a necessidade de relevância, autoridade e confiança. O desafio para as empresas não é apenas adotar a IA, mas usá-la para fortalecer esses fundamentos.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · Search Engine Land





