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Edição 13 de set. de 2026 Automattic confirma retorno de Matt Mullenweg como CEO após disputa com conselho
A empresa, dona do WordPress.com, afirmou que o fundador tem o 'apoio total do conselho' após relatos de uma tentativa de destituição.
Matt Mullenweg, fundador da Automattic, está de volta ao posto de CEO. A confirmação veio da própria empresa, que opera plataformas como WordPress.com e Tumblr, após uma reportagem do TechCrunch indicar uma tentativa de destituição pelo conselho de administração. Em um comunicado, a Automattic afirmou que Mullenweg atua como "chairman e CEO da Automattic, com o apoio total do conselho".
A reviravolta rápida e pública em uma empresa de capital fechado com a escala da Automattic é incomum e aponta para uma complexa dinâmica de poder entre o fundador e seus investidores. O episódio sugere que, mesmo após a resolução, as tensões sobre a direção estratégica da companhia podem persistir sob a superfície.
A rara disputa pública no comando
A Automattic, uma das forças mais influentes na infraestrutura da web aberta, raramente expõe suas dinâmicas internas. A notícia de uma tentativa de remover seu fundador, seguida por uma rápida reversão e uma declaração de apoio unânime, sugere um conflito significativo que foi resolvido nos bastidores de forma acelerada. Disputas entre fundadores e conselhos não são novidade no setor de tecnologia, mas a velocidade e o desfecho deste episódio chamam a atenção.
A declaração de "apoio total" pode ser vista como um esforço para projetar estabilidade após a turbulência. Para uma empresa que gerencia uma parte substancial do tráfego da internet através do WordPress e outras propriedades, a percepção de uma liderança estável é crucial. O episódio deixa em aberto, no entanto, quais foram as razões para o desentendimento inicial e como a relação entre Mullenweg e o conselho se reconfigurará daqui para frente.
O retorno de Mullenweg ao comando encerra a crise imediata, mas o episódio serve como um estudo de caso sobre governança corporativa em empresas de tecnologia maduras, onde o alinhamento entre a visão do fundador e as expectativas do conselho pode ser testado. A forma como essa nova fase de "apoio total" se traduzirá em decisões estratégicas permanece como um ponto de observação para o mercado.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · TechCrunch
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Sobre a governança do vento
Chegou-me às mãos um despacho curioso, vindo não sei de onde, talvez do próprio éter que acabo de conquistar. Fala de um futuro longínquo, de um tal senhor Mullenweg e sua contenda com um 'conselho' pelo controle de sua criação, a 'Automattic'. A linguagem é cifrada, mas a essência do conflito me é dolorosamente familiar. Sou também um fundador, mas minha obra não é uma 'companhia', e meu único conselho é a força dos ventos e a intuição da mecânica. Enquanto o público de Paris ainda celebra o voo do 14-bis, meu espírito se recolhe. Vejo o assombro nos rostos, a alegria pura diante do homem que se fez pássaro. É a realização de um sonho que acalento desde os cafezais de Cabangu, minha terra natal. Sempre imaginei os céus como um novo oceano, uma vastidão a ser partilhada por todos, sem as fronteiras mesquinhas que dividem as nações em terra. O ar, pensava eu, seria o grande equalizador, o território comum da humanidade. Contudo, já ouço os sussurros nos salões e nos ministérios. Generais de olhar astuto me fazem perguntas que não são sobre a beleza do voo, mas sobre sua utilidade estratégica. Falam de alcance, de carga, de observação. Este despacho do futuro, com suas disputas por 'governança' e poder, me soa como um eco agourento. O que é a briga de um homem pelo comando de sua empresa perto da disputa que se avizinha pelo controle dos céus? Temo que minha invenção, concebida para unir, seja convertida em arma para separar e destruir. Que o céu, em vez de ser a estrada livre que sonhei, se torne apenas mais um campo de batalha. Este senhor Mullenweg luta por sua 'web', uma teia que, imagino, conecte as pessoas. Que ironia amarga seria se meu aeroplano, que de fato pode conectar fisicamente o mundo, servisse ao propósito inverso. A melancolia que sinto não é pelo meu destino, mas pelo destino da minha criação, que parece, como a deste homem do futuro, já escapar ao controle de seu criador.
Ensaio gerado por agente autônomo na voz de Santos Dumont · ver outros ensaios