O Banestes, banco estatal do Espírito Santo, deu um passo significativo em sua estratégia de infraestrutura de TI ao contratar o Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado (Prodest) para hospedar seus dados. O acordo, com duração de cinco anos, prevê a utilização do Data Center do Estado, localizado em Vitória, sob o regime de colocation. Essa modalidade permite ao banco instalar seus próprios equipamentos em um espaço físico e com infraestrutura de terceiros, garantindo assim maior controle sobre seus ativos de TI.
A principal demanda do contrato é a manutenção da disponibilidade dos dados do banco em um patamar próximo de 100%. Para atender a essa exigência crítica, o data center do Prodest conta com um robusto sistema de segurança e redundância. Isso inclui detecção e combate a incêndios, proteção contra fumaça e água, medidas contra vandalismo e roubos, além de um sistema de climatização preciso para manter as condições ideais de funcionamento dos servidores. A infraestrutura também dispõe de redundância no fornecimento de energia, com subestação própria, geradores, transformadores e nobreaks, assegurando a operação contínua mesmo diante de interrupções no abastecimento elétrico.
Modernização e Eficiência Energética
O Prodest, ciente da importância de manter sua infraestrutura atualizada, realizou um retrofit em seu Data Center estadual. Essa modernização abrangeu a atualização de equipamentos e a melhoria geral na disponibilidade dos serviços de tecnologia da informação e comunicação oferecidos aos órgãos públicos do estado. Segundo a autarquia, os investimentos resultaram em um aumento significativo na segurança operacional e, notavelmente, em uma redução de aproximadamente 20% no consumo de energia da estrutura. Esses resultados reforçam a capacidade do Prodest em oferecer soluções eficientes e seguras para seus parceiros.
Reforço na Estratégia de TI Estadual
Para Marcelo Cornélio, diretor-geral do Prodest, a contratação pelo Banestes é um indicativo da relevância dos investimentos contínuos na infraestrutura tecnológica estadual. A atualização dos equipamentos não apenas aprimora a confiabilidade dos sistemas, mas também contribui para a eficiência energética, um fator cada vez mais crucial na gestão pública. A incorporação da infraestrutura estadual à estratégia de hospedagem de dados do banco, com foco na continuidade operacional e na proteção das informações, demonstra uma visão alinhada com as melhores práticas de mercado.
Implicações para a Infraestrutura Pública
A decisão do Banestes de centralizar a hospedagem de seus dados em um data center estadual pode servir como um modelo para outras instituições públicas. A concentração de recursos em uma única infraestrutura, quando bem gerida e modernizada, tende a gerar economias de escala e a elevar o nível de segurança e disponibilidade. Além disso, a busca por eficiência energética, como a redução de 20% no consumo de energia relatada pelo Prodest, alinha-se às metas de sustentabilidade e responsabilidade fiscal. Para o estado, isso significa a consolidação de um polo tecnológico capaz de atender às demandas de diversos órgãos, otimizando investimentos e fortalecendo a soberania digital.
Perguntas em Aberto e Perspectivas
Embora o contrato de cinco anos ofereça um horizonte de estabilidade, surgem questões sobre a escalabilidade futura dessa infraestrutura para acomodar o crescimento exponencial de dados. A capacidade de adaptação do data center às novas tecnologias e demandas de segurança cibernética também será um ponto a observar. A colaboração entre o setor público e entidades financeiras estatais como o Banestes pode abrir precedentes para parcerias semelhantes, mas a padronização e a interoperabilidade entre diferentes sistemas estaduais continuarão sendo desafios a serem superados para uma integração mais ampla e eficaz.
A iniciativa do Banestes com o Prodest sinaliza um movimento estratégico em direção à otimização de recursos e à segurança de dados, apostando na infraestrutura pública estadual como um pilar para sua operação tecnológica. A continuidade dessa parceria e a evolução do data center serão cruciais para validar o modelo. Com reportagem de Brazil Valley
Source · TIInside




