A Baseten, startup focada em infraestrutura para inteligência artificial, estaria em negociações para levantar US$ 1 bilhão em uma nova rodada de financiamento. Segundo reportagem do The Information, baseada em fontes com conhecimento das conversas, a transação avaliaria a companhia em US$ 11 bilhões, já contabilizando o novo capital. O movimento ocorre apenas três meses após a empresa ter anunciado sua última captação, que a avaliou em US$ 5 bilhões.
A startup atua alugando servidores equipados com chips da Nvidia para desenvolvedores de aplicativos, além de fornecer infraestrutura para o treinamento, customização e execução de modelos de IA, majoritariamente de código aberto. O avanço rápido para uma nova rodada de capitalização estaria sendo impulsionado por um forte crescimento nas receitas da companhia.
O prêmio pela infraestrutura de inferência
A potencial rodada da Baseten ilustra a dinâmica atual do mercado de venture capital em torno da camada de infraestrutura de inteligência artificial. Enquanto o desenvolvimento de modelos fundacionais exige volumes massivos de capital para treinamento, empresas que facilitam a inferência — o processo de colocar esses modelos em uso prático — têm capturado uma fatia crescente da atenção dos investidores. Ao simplificar o acesso a servidores da Nvidia e otimizar a implantação de modelos open-source, a Baseten se posiciona como um elo crítico entre o hardware de alto custo e os desenvolvedores de software.
O salto de valuation de US$ 5 bilhões para US$ 11 bilhões em um trimestre, caso concretizado, reforça que o apetite por ativos de IA com tração comercial comprovada permanece imune à cautela mais ampla do ecossistema de venture capital. A capacidade de demonstrar crescimento acelerado de receita parece ser o principal catalisador para que investidores aceitem pagar múltiplos agressivos, mesmo em janelas de tempo atipicamente curtas entre rodadas.
Ainda em fase de negociação, os termos e o tamanho final da rodada podem sofrer alterações. O desfecho dessas conversas servirá como um termômetro para avaliar até que ponto os fundos de venture capital estão dispostos a concentrar capital nas plataformas que sustentam a adoção comercial da inteligência artificial.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · The Information





