A Boring Company, empresa de construção de túneis fundada por Elon Musk, estaria em negociações para uma nova rodada de investimentos que avaliaria a companhia em US$ 20 bilhões. A informação foi divulgada pelo TechCrunch e, se confirmada, representaria um passo significativo para a startup, que propõe um sistema de transporte subterrâneo para aliviar o trânsito em grandes cidades.

A empresa, conhecida por seus projetos como o Loop em Las Vegas, utiliza veículos elétricos para transportar passageiros em túneis de diâmetro reduzido. A potencial nova captação sugere que, apesar do ceticismo em torno da escalabilidade e do custo de seus projetos, o apetite de investidores por visões de infraestrutura de longo prazo associadas a Musk permanece alto.

Um valuation ambicioso para uma tecnologia em teste

O valuation de US$ 20 bilhões coloca a Boring Company em um patamar elevado para uma empresa cujas operações comerciais ainda são restritas. Atualmente, o principal projeto em funcionamento é o sistema de transporte no Las Vegas Convention Center, que, embora operacional, serve como uma prova de conceito em ambiente controlado. Detalhes sobre os potenciais investidores ou o montante exato da rodada não foram divulgados na reportagem.

A discussão sobre o novo aporte ocorre em um momento em que a viabilidade econômica e a capacidade de escalar a tecnologia da Boring Company para redes urbanas complexas continuam sendo objeto de análise. O salto no valuation dependeria da confiança do mercado na capacidade da empresa de reduzir drasticamente os custos de escavação e implementar seus sistemas em larga escala, uma promessa central desde sua fundação.

Por enquanto, a notícia da negociação permanece como um sinal preliminar. A confirmação e os termos finais da rodada, caso se concretize, serão um termômetro importante para medir a disposição do capital de risco em financiar projetos de infraestrutura pesada e de longo ciclo de maturação, especialmente aqueles liderados por fundadores com um histórico de disrupção em setores como o aeroespacial e o automotivo.

Com reportagem de Brazil Valley

Source · TechCrunch