Joel Greiff, 57, embarcou no Odyssey em outubro de 2026, com a expectativa de que o cruzeiro da Villa Vie fosse seu lar por 10, 20 ou mais anos. A realidade, porém, foi abruptamente interrompida: após apenas 26 dias a bordo, os passageiros foram notificados a desembarcar no Camboja, pois a Villa Vie suspendeu suas operações. A experiência de Greiff, que vendeu sua vida na Flórida para viver essa aventura, ilustra a fragilidade de empreendimentos que prometem um estilo de vida alternativo e de longo prazo.
Uma Comunidade Prometida
Greiff descobriu o Odyssey em abril de 2025 e, após uma visita de quatro dias, sentiu que havia encontrado seu novo lar e sua nova comunidade. A promessa de um estilo de vida comunitário, com atividades como artes e artesanato, peças de teatro e jantares temáticos, o atraiu. "Eu me apresentei como 'Fantastic Joel' para muitas pessoas no navio. A maioria gostou de me conhecer", relata. Ele se descreve como alguém que se esforçou para conhecer diferentes pessoas e se integrar, encontrando uma comunidade acolhedora. A tripulação, em particular, recebeu elogios de Greiff por seu profissionalismo e dedicação.
Sinais de Deterioração
No entanto, a percepção de Greiff sobre o navio mudou entre sua visita em maio de 2025 e sua mudança em outubro de 2026. Ele notou uma deterioração nos serviços e nas comodidades. A lavanderia, por exemplo, passou a ser feita com menos frequência, exigindo que os passageiros cuidassem de suas próprias roupas. O itinerário também sofria alterações constantes, com dias de navegação sem destino aparente. A comunicação interna, realizada pela plataforma Circle, começou a emitir alertas sobre a necessidade urgente de capital. "No domingo, fomos informados no Circle de que, se a empresa não recebesse dinheiro até terça-feira, o navio não continuaria navegando", disse Greiff.
O Desembarque Forçado
Na manhã de terça-feira, enquanto estava em uma estação de ônibus retornando de uma viagem a Angkor Wat, Greiff recebeu a mensagem no Circle: era preciso desembarcar do navio até as 14h. Para ele, que havia empacotado sua vida em seis malas, a repatriação foi relativamente rápida. Contudo, a situação foi mais dramática para aqueles que haviam vivido no Odyssey por anos e possuíam uma quantidade maior de pertences. A notícia pegou muitos de surpresa, gerando um clima de desorientação em Sihanoukville, local onde o navio estava atracado.
Um Futuro Incerto e a Resiliência Humana
Greiff, que agora aluga um apartamento no Camboja e retorna ao navio para ajudar outros passageiros com seus pertences, expressa resignação quanto à perda do dinheiro investido. "Provavelmente nunca mais verei esse dinheiro", afirma. Para ele, as experiências e as conexões humanas são mais valiosas. Ele considera retornar ao Odyssey se a empresa conseguir se reerguer, mas já tem um plano B: Chiang Mai, na Tailândia. A história de Greiff destaca a busca por novos modelos de vida e a resiliência humana diante de imprevistos, onde a comunidade e a adaptabilidade se tornam cruciais.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · Business Insider





