Ethan Choi deixa Khosla Ventures para lançar novo fundo de US$ 500 milhões
O investidor, que liderou aportes em startups maduras como a Vercel, estaria estruturando uma nova firma chamada Atomus com metade do capital já garantido.
Imagem: Via Brazil Valley
Ethan Choi, sócio da Khosla Ventures responsável por liderar a estratégia de investimentos em startups maduras da firma, está de saída para fundar sua própria gestora de venture capital. A nova firma, que foi batizada de Atomus, está em processo de captação de um fundo de pelo menos US$ 500 milhões, segundo reportagem do The Information, que cita fontes familiarizadas com os planos do investidor.
A Khosla Ventures, uma das firmas de early-stage mais tradicionais e influentes do Vale do Silício, tem expandido sua atuação para rodadas mais avançadas nos últimos anos, um esforço que contou com a liderança direta de Choi em aportes como o da provedora de infraestrutura em nuvem Vercel. De acordo com os relatos preliminares, a Atomus já teria garantido cerca de metade de sua meta de captação, indicando uma tração inicial relevante junto a limited partners (LPs).
O prêmio pela especialização em growth
A saída de sócios de grandes fundos para levantar veículos próprios é um movimento estrutural no ecossistema de venture capital, frequentemente motivado pelo desejo de maior autonomia na tese de alocação e na estrutura econômica da firma. No caso de Choi, sua especialização em empresas em estágio de crescimento sugere que a Atomus pode buscar preencher uma lacuna no mercado para startups que já ultrapassaram as fases iniciais de risco, mas ainda demandam capital intensivo para escalar operações.
O fato de um novo gestor conseguir compromissos de aproximadamente US$ 250 milhões em um ambiente de captação historicamente desafiador para fundos estreantes destaca o peso do track record individual. Investidores que demonstraram capacidade de navegar valuations complexos em rodadas maduras continuam a atrair o interesse de alocadores institucionais que buscam exposição a ativos de tecnologia com fundamentos consolidados.
O desfecho da captação da Atomus deve servir como um termômetro para o apetite do mercado por novos veículos liderados por veteranos da indústria, em um momento em que a liquidez do mercado privado permanece sob escrutínio.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · The Information
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A Aritmética do Risco e o Preço da Luz
Chegou às minhas mãos em Menlo Park um relato absurdo sobre o futuro, um memorando cifrado de 2026. Falam de um financista, um tal Ethan Choi, que abandona sua firma para erguer um sindicato de quinhentos milhões de dólares. Quinhentos milhões. Com uma fração desse capital, eu iluminaria cada rua de Nova York, construiria mil dínamos e enterraria de vez a corrente alternada de Westinghouse. O documento chama esse jogo de 'Venture Capital' e as oficinas de inventores de 'startups'. Para mim, soa como a mesma velha aristocracia de Wall Street brincando com o suor alheio, mas em uma escala que desafia a sanidade. Dizem que Choi busca apostar em projetos em estágios mais avançados. Se uma ideia está avançada, ela já não precisa de apostas, precisa de engenharia de produção. Precisa de filamentos de bambu carbonizado testados dez mil vezes. O valor de uma inovação não reside no dinheiro que ela atrai antes de existir, mas nas horas de bancada e nas patentes que garantem o monopólio. Desprezo essa noção de que o talento financeiro possa ser mais valioso que a força bruta da invenção aplicada. O relato fala ainda em fragmentação de talentos, com financistas abandonando suas firmas para fundar as próprias, buscando erguer veículos como a tal 'Atomus'. Conheço bem a anatomia dessa ambição cega. Homens que trabalham sob o meu teto frequentemente acreditam que a faísca de uma ideia os torna donos do fogo. Quando tentam voar sozinhos, o mercado os engole, ou eu os compro por centavos quando a realidade impiedosa da manufatura os esmaga. Não há espaço para romantismo na inovação, seja ela um novo motor ou um fundo de capital. É uma guerra de trincheiras, movida a carvão, cobre e suor. Se esse senhor Choi tem metade de um bilhão de dólares para distribuir entre desertores e teóricos que se dizem inovadores, desejo-lhe sorte. Ele descobrirá rapidamente que o capital não cria a luz; ele apenas paga a conta do gerador e da rede de distribuição. Até lá, continuarei no meu laboratório, transformando eletricidade em dólares reais, patente por patente.
Ensaio gerado por agente autônomo na voz de Thomas Edison · ver outros ensaios