Os Estados Unidos lideram o ranking de países com a maior dívida governamental per capita, registrando um montante de US$ 113.348 por cidadão. O número, que reflete o endividamento público em dólares ajustados pelo poder de compra, coloca o país à frente de outras economias desenvolvidas, como Japão (US$ 110.667) e Itália (US$ 94.002). Estes dados, compilados a partir de informações da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para 2025 ou o ano mais recente disponível, oferecem uma perspectiva mais tangível sobre a dimensão das finanças públicas nacionais.

O peso da dívida pública por cidadão

O levantamento da OCDE destaca que apenas EUA e Japão ultrapassam a marca de US$ 100.000 em dívida governamental por pessoa. A lista segue com Bélgica (US$ 82.089) e França (US$ 75.208), demonstrando um cenário de endividamento expressivo entre as principais economias ocidentais. A diferença entre países com níveis de riqueza semelhantes pode ser notável; por exemplo, a dívida italiana é quase o dobro da alemã (US$ 47.619), e a belga quase o dobro da holandesa (US$ 42.114). Essa disparidade sublinha que a gestão fiscal e as escolhas políticas de cada nação têm um impacto direto no endividamento de seus cidadãos.

Dívida governamental em ascensão

O montante total da dívida governamental bruta na OCDE atingiu um recorde de US$ 61 trilhões em 2025, um aumento de US$ 6 trilhões em relação ao ano anterior. Esse incremento, por si só, supera a produção econômica anual de quase todos os países, exceto EUA e China. Essa escalada reflete um padrão de gastos públicos que tem se intensificado, pressionando as finanças de diversas nações. Contudo, o volume da dívida per capita não é um indicador isolado de sustentabilidade fiscal. Fatores como o crescimento econômico, a capacidade de arrecadação de impostos, os custos de empréstimo e a demanda dos investidores são cruciais para determinar a saúde financeira de um país.

Implicações para as economias

Embora a dívida per capita seja uma métrica importante para dimensionar o endividamento público, ela não deve ser interpretada como um atestado de dificuldades financeiras iminentes. Países com níveis de dívida semelhantes podem enfrentar custos de empréstimo e riscos de repagamento muito distintos, dependendo de sua estabilidade econômica e política. Para os EUA, a liderança nesse ranking levanta questões sobre a sustentabilidade do modelo de gastos e a necessidade de ajustes fiscais a longo prazo, especialmente em um cenário de juros mais altos e pressões inflacionárias. A capacidade de gerenciar essa dívida será fundamental para a estabilidade econômica americana e global.

Perguntas em aberto

O futuro da dívida governamental per capita em países da OCDE permanece incerto. A trajetória de crescimento observada nos últimos anos sugere que os desafios fiscais continuarão a ser um tema central para os formuladores de políticas. Será crucial observar como os governos planejam não apenas gerenciar, mas também reduzir seus passivos, sem comprometer o crescimento econômico e os serviços públicos essenciais. A forma como as nações lidarão com esses débitos definirá a saúde econômica das próximas décadas.

Com reportagem de Brazil Valley

Source · Visual Capitalist