O KDE Plasma 6.8, cuja data de lançamento coincide com o 30º aniversário do projeto em 14 de outubro, trará consigo uma mudança significativa: o fim do suporte à sessão X11. Esta decisão, já sinalizada anteriormente, significa que as futuras versões do ambiente gráfico rodarão exclusivamente sobre Wayland. Embora aplicações X11 ainda possam funcionar através de XWayland, a experiência nativa migra completamente para a tecnologia mais moderna. O lançamento, que já teve sua segunda e última versão beta disponibilizada, também apresentará melhorias no tema Union, estendendo seu suporte a aplicações QtWidgets como Dolphin e Kate, e polimento adicional no tema Oxygen.
Um olhar para o passado: O projeto Klassik
Em contrapartida à modernização, o projeto Klassik surge como uma iniciativa nostálgica, focada em recriar a aparência e o comportamento do KDE 3 utilizando as tecnologias atuais do Plasma 6, como Qt 6, Qt Quick e KDE Frameworks 6. Diferente de um fork ou port direto do código original do KDE 3 (que teve sua série encerrada em 2008), o Klassik reimplementa elementos icônicos como o painel, o menu K, a barra de tarefas e o gerenciador de inicialização rápida, adaptados para funcionar nativamente com Wayland e escalonamento fracionado. Essa abordagem permite que usuários que sentem falta da estética do início dos anos 2000 desfrutem dela em um ambiente de desktop contemporâneo.
Alternativas e forks: Preservando experiências KDE
O Klassik não é a única iniciativa voltada à preservação de experiências passadas do KDE. O Trinity Desktop Environment (TDE), por exemplo, é um fork estabelecido que mantém seu próprio fork do Qt 3 (TQt) e continua ativo, com sua versão mais recente lançada em abril. Para aqueles que desejam permanecer no Plasma moderno mas preferem evitar o Wayland, o novo projeto Sonic desktop surge como uma alternativa. Ele inclui um fork do gerenciador de janelas KWin, o Sonic-win, que mantém o suporte ao X11. Há também o projeto MiDesktop, que remonta ainda mais longe, sendo um fork do KDE 1.1.2, utilizando o toolkit Osiris (um fork do Qt 2.3.2).
O futuro do X11 no ecossistema Linux
A decisão do KDE de abandonar o X11 reflete uma tendência crescente no ecossistema Linux. O Wayland, com suas promessas de maior segurança e melhor performance gráfica, tem ganhado tração em diversas distribuições. A transição, no entanto, apresenta desafios, especialmente para usuários com hardware ou configurações mais antigas que dependem do X11. A manutenção do XWayland como camada de compatibilidade é crucial para mitigar impactos imediatos, mas a longo prazo, a comunidade de software livre parece caminhar decididamente para o Wayland, exigindo que desenvolvedores e usuários se adaptem a essa nova realidade gráfica.
Com reportagem de Brazil Valley
Source · The Register





