A engenheira brasileira Deise Yumi Asami, fundadora da Maximo, detalhou em entrevista ao podcast The Robot Report como sua startup está usando robótica e inteligência artificial para automatizar a construção de usinas solares. A Maximo é uma iniciativa incubada dentro da gigante global de energia AES Corp, um dos maiores players do setor.

O movimento vai além de uma simples otimização de processo. A aposta da AES em uma plataforma robótica para instalar painéis solares ataca um dos principais gargalos para a expansão da energia renovável em larga escala: a velocidade, o custo e a segurança da construção da infraestrutura.

A robótica como fator de escala

Enquanto o custo dos painéis solares caiu drasticamente na última década, a construção de grandes parques fotovoltaicos permanece um trabalho intensivo, repetitivo e fisicamente desgastante. A proposta da Maximo, liderada por Asami, é transformar essa etapa em um processo industrializado. Usando robôs guiados por visão computacional, a empresa busca instalar os módulos de forma mais rápida, segura e precisa do que seria possível com equipes humanas.

A tese é que a automação é a única via para que a construção de infraestrutura solar consiga acompanhar a demanda exponencial por energia limpa. Para empresas como a AES, dominar essa tecnologia não é apenas um diferencial competitivo, mas uma necessidade estratégica para executar seu pipeline de projetos.

O caso da Maximo também ilustra um modelo potente de inovação corporativa, onde uma grande empresa consegue fomentar e escalar uma disrupção internamente. A trajetória de Asami, que antes liderou a implementação do primeiro sistema de baterias em larga escala da AES no Brasil, mostra como o talento com experiência setorial pode ser o motor para reinventar a própria indústria em que atua. O desafio, agora, é levar a tecnologia do status de projeto inovador para o de padrão operacional no campo.

Com reportagem de Brazil Valley

Source · Collaborative Robotics Trends