Cody Kuebler começou aos 11 anos cortando a grama de vizinhos em Iowa por cerca de US$ 25. Hoje, aos 25, ele comanda a CLK Landscape Construction, uma empresa de paisagismo com faturamento anual de US$ 4,5 milhões e uma frota de equipamentos avaliada em US$ 2,5 milhões. A trajetória, reportada pelo Business Insider, ilustra a transição de um serviço informal para uma pequena e média empresa estruturada.

A história de Kuebler não é apenas sobre persistência, mas sobre decisões de negócio em momentos cruciais. A jornada poderia ter terminado na adolescência, mas a ambição de ser seu próprio chefe o levou a formalizar a operação e, mais tarde, a pivotar o modelo de negócio em busca de projetos mais complexos e rentáveis.

Da informalidade à estrutura

O ponto de virada para Kuebler não foi um aporte de capital ou uma tecnologia disruptiva, mas a decisão de abandonar um emprego em uma loja de pneus e formalizar sua operação de paisagismo como uma empresa de responsabilidade limitada (LLC) em março de 2020. O timing se provou fundamental. Com a pandemia de covid-19 mantendo as pessoas em casa, o mercado de reformas e cuidados com o jardim explodiu.

A demanda crescente permitiu que a CLK saltasse seu faturamento em quase nove vezes em dois anos, para cerca de US$ 730 mil. O movimento mostra como a prontidão operacional, mesmo em um negócio tradicional, pode capitalizar sobre mudanças macroeconômicas inesperadas. Kuebler não inventou um novo mercado, mas estava posicionado para atender a um pico de demanda com um serviço profissionalizado.

O desafio de escalar

Com o crescimento, vieram os desafios de escala. Para atender projetos maiores, Kuebler precisava de equipamentos pesados, como uma carregadeira de US$ 80 mil. Aos 19 anos, enfrentou a desconfiança de vendedores e credores. A dificuldade em obter financiamento, um obstáculo comum para jovens empreendedores, foi superada com persistência até encontrar um revendedor que apostasse em seu plano.

O segundo grande pivô foi a transição de clientes residenciais para construtoras comerciais e residenciais. A mudança trouxe contratos maiores, mas também lições custosas com orçamentos subestimados, prazos perdidos e falhas de execução. Kuebler admite que a empresa “falha muito”, mas foi essa disposição para errar e corrigir que permitiu o salto de faturamento para US$ 1,1 milhão em 2023 e US$ 4,5 milhões no ano passado.

A trajetória de Kuebler, que hoje emprega o próprio pai como gerente de operações, é um lembrete de que a inovação nos negócios não se restringe à tecnologia. A execução disciplinada, a capacidade de adaptação e a coragem para assumir riscos calculados em setores tradicionais continuam sendo uma fórmula potente para o crescimento.

Com reportagem de Brazil Valley

Source · Business Insider