O mercado de gestão de ativos na Europa viu mais uma movimentação estratégica de talentos. A Dunas Capital, gestora espanhola com mais de € 5,3 bilhões em ativos, anunciou a contratação de Verónica Llera como nova gerente de vendas para o mercado ibérico.

A notícia, reportada pela Forbes España, vai além de uma simples troca de cadeiras. A chegada de Llera, vinda da Silver Alpha Asset Management, é um sinal claro da ambição da Dunas em intensificar sua presença junto a clientes institucionais e de banca privada, um dos segmentos mais disputados do continente.

O mapa da distribuição

No setor financeiro, a contratação de um executivo de vendas sênior é frequentemente uma aquisição de canais de distribuição. Com mais de uma década de experiência e passagens por casas como Tresmares Capital e Cobas Asset Management, Llera traz consigo uma rede de relacionamentos consolidada nos segmentos de ‘wholesale’, ‘family offices’ e private banking.

Para a Dunas Capital, que celebra seu décimo aniversário, o movimento representa um atalho para acelerar a captação. Em vez de construir do zero o acesso a esses bolsões de capital, a gestora aposta em um nome que já possui a confiança e as chaves de entrada necessárias, uma tática comum na acirrada competição por ativos sob gestão.

Alternativos no centro do jogo

O foco da nova executiva será a distribuição de “produtos líquidos e ilíquidos”, um ponto-chave da estratégia. A indústria de gestão de ativos vê nos investimentos alternativos — como ativos imobiliários e de crédito privado, especialidades da Dunas — as maiores fontes de crescimento e margens.

Esses produtos, no entanto, exigem um esforço de venda mais sofisticado e consultivo. A experiência de Llera em mercados privados é, portanto, um ativo crucial para posicionar o portfólio da Dunas junto a investidores que buscam diversificação para além das classes de ativos tradicionais.

A contratação na Dunas Capital é um microcosmo de uma tendência maior no mercado europeu. A batalha por capital não se trava apenas no campo da rentabilidade dos fundos, mas também, e cada vez mais, na arena do talento e do acesso a redes de distribuição exclusivas. Quem controla os canais, dita o ritmo do jogo.

Com reportagem de Brazil Valley

Source · Forbes España