A DHL Express, gigante global de logística, fechou um acordo estratégico com a Moeve, produtora espanhola de biocombustíveis, para o fornecimento de 6.000 toneladas métricas de combustível de aviação sustentável (SAF). Segundo reportagem da Forbes Espanha, o contrato cobrirá o período de um ano, entre julho de 2026 e junho de 2027.

O volume é suficiente para suprir cerca de 50% da demanda anual de combustível da DHL em seu hub no aeroporto Adolfo Suárez Madrid-Barajas, um dos seus principais centros de operação na Europa. O movimento representa um passo tangível para além das metas corporativas, materializando a descarbonização em um dos setores mais complexos da economia global: a logística aérea.

Da meta à molécula

O acordo vai ao cerne do desafio da transição energética em setores de difícil eletrificação. O SAF fornecido pela Moeve é produzido a partir de resíduos e dejetos, como óleo de cozinha usado, e promete uma redução de até 80% nas emissões de gases de efeito estufa em seu ciclo de vida, em comparação com o querosene de aviação convencional. Para a DHL, a parceria é um pilar para atingir sua meta de utilizar 30% de SAF em suas operações até 2030.

Mais do que um anúncio de intenções, a iniciativa demonstra a crescente maturidade do mercado de biocombustíveis avançados. Ao garantir um volume significativo com antecedência, a DHL não apenas avança em sua agenda de sustentabilidade, mas também sinaliza para o mercado produtor que há demanda firme por soluções escaláveis, incentivando investimentos em capacidade produtiva, como a nova planta da Moeve em Huelva, que adicionará 500.000 toneladas anuais de capacidade.

A colaboração entre um grande consumidor como a DHL e um produtor especializado como a Moeve serve de modelo para o setor. Enquanto a regulação avança, são acordos comerciais como este que efetivamente constroem a ponte entre as metas de descarbonização e a realidade operacional, transformando compromissos de longo prazo em ação imediata na pista de decolagem.

Com reportagem de Brazil Valley

Source · Forbes España