A Sofist apresentou sua nova plataforma, a R/Pulse, no Gartner IT Symposium/Xpo 2026, em Orlando. A iniciativa busca responder a um desafio crescente no mercado corporativo: a velocidade com que as mudanças tecnológicas superam a capacidade das empresas de prever e prevenir falhas em seus sistemas. Em um cenário onde APIs, integrações e modelos de IA evoluem em ciclos cada vez mais curtos, interdependências complexas podem gerar efeitos em cadeia difíceis de antecipar. Avaliações pontuais tornam-se insuficientes, pois a visão sobre os riscos pode ficar desatualizada rapidamente.

A R/Pulse opera em três frentes principais para oferecer uma visão contínua da resiliência dos sistemas. O módulo ARC (API Resilience Core) foca na confiabilidade e disponibilidade das APIs, verificando a integridade dos dados e a conformidade, mesmo diante de modificações. Ele fornece evidências para reprodução de falhas e ajuda na priorização de correções. O AASA (Autonomous Adaptive Security Agent) automatiza e intensifica os testes de invasão (pentests), simulando ataques para identificar vulnerabilidades exploráveis e garantir que as correções sejam eficazes. Já o ARO (Agent Resilience & Observability) submete agentes de IA a cenários inesperados para avaliar suas reações e garantir que suas ações estejam alinhadas às políticas da empresa, mesmo quando provocados a contornar regras.

Segundo Bruno Abreu, CTO e cofundador da Sofist, a R/Pulse revoluciona a detecção de riscos ao empregar IA para conduzir investigações de forma autônoma. A plataforma cria agentes especializados que resolvem problemas específicos em minutos, um contraste drástico com os processos tradicionais que podem levar semanas. Em um exemplo recente, o módulo AASA concluiu uma investigação ofensiva em cerca de 40 minutos, uma tarefa que normalmente demandaria meses. Essa agilidade permite que as avaliações acompanhem cada nova versão ou atualização, encontrando riscos perto do momento em que surgem, o que reduz o custo e a complexidade de correção. A plataforma pode ser contratada de forma contínua, integrada às esteiras de desenvolvimento, ou para avaliações pontuais, com opções de implantação em SaaS ou self-hosted, conforme os requisitos de segurança e dados do cliente.

Com reportagem de Brazil Valley

Source · TIInside